Sindicato denuncia problemas em centros infantis

EM CASTELO BRANCO

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas denunciou hoje que 15 trabalhadoras dos centros infantis de Castelo Branco vão ficar em casa a aguardar uma solução sobre o futuro.

Em comunicado, o sindicato manifesta também a sua preocupação com a entrega dos infantários da Segurança Social às Misericórdias.

O Centro Distrital de Segurança Social de Castelo Branco celebrou acordos de cooperação com as Misericórdias de Castelo Branco e da Covilhã para que estas fiquem com a gestão de centros infantis que estão sob a sua tutela.

Segurança-Social

O sindicato refere que foi agora comunicado a sete trabalhadoras do Infantário nº I e a oito trabalhadoras do Infantário nº II, da cidade de Castelo Branco, para aguardarem em casa a receção de uma notificação por parte da Segurança Social, sem terem de se apresentar nos infantários.

“Qualquer trabalhador sabe que as ausências ao serviço têm que ser justificadas. Estas 15 trabalhadoras não têm nenhuma ordem escrita que lhes garanta ficar em casa sem o risco de qualquer procedimento disciplinar”, lê-se no documento.

“Este sindicato enviou um fax ao senhor diretor do ISS [Instituto da Segurança Social], manifestando a estranheza do sucedido, sem resposta até agora”, adianta.

O sindicato sublinha ainda que “estas trabalhadoras estão psicologicamente devastadas, quer pela forma, quer pela incerteza da tal carta cujo conteúdo se desconhece”.

MeloBernardo

Melo Bernardo

Em declarações à agência Lusa, o diretor distrital da Segurança Social de Castelo Branco, Melo Bernardo, disse que a situação “foi reportada a Lisboa, ao Conselho Diretivo da Segurança Social, e que aguarda por uma tomada de decisão”.

Em julho, Melo Bernardo explicou que a Segurança Social ia celebrar um contrato de gestão e comodato com instituições de solidariedade social (Misericórdias de Castelo Branco e da Covilhã) e passar a gestão dos infantários para estas instituições.

Neste processo, estão em causa a passagem de dois centros infantis de Castelo Branco para a Misericórdia local e os centros infantis “Bolinha de Neve”, na Covilhã, e o “O Meu Cantinho”, no Teixoso, para a Misericórdia da Covilhã.

 *Jornal de Oleiros/Lusa

 

 

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