Associação diz ser uma “vitória” a mudança de localização de fábrica

EM ALCAINS

A Triplo A – Associação Ambiental de Alcains considerou hoje que a mudança de localização da instalação de uma fábrica de secagem de bagaço de azeitona em Alcains “é uma vitória da luta dos alcainenses”.

“A decisão de mudança de localização da ‘fábrica dos bagaços’ constitui uma vitória da luta dos alcainenses, que se uniram contra a concretização de um verdadeiro atentado ambiental”, refere em comunicado a Triplo A.

Alcains

A associação ambiental sublinha, no entanto, que o anúncio da mudança do local para a instalação da fábrica, “quer no comunicado emitido pela empresa, quer no meio de comunicação social escolhido para tal divulgação, é, incompreensivelmente, omisso no que diz respeito à nova localização”.

A Triplo A adianta que “sabe que a nova localização está prevista para um terreno conhecido como Monte Fidalgo, ou Cabeço do Carvão, e dista apenas 1.700 metros da anterior localização”, que se situava dentro do perímetro urbano da vila de Alcains e a escassa distância de uma escola.

Por isso, a associação ambiental questiona “a razão da mudança do local”, uma vez que a empresa, a Câmara de Castelo Branco e a Junta de Freguesia de Alcains “garantem que a fábrica não faz mal nenhum e só traz benefícios para a comunidade”.

“Se assim é, o que os moveu nesta decisão?”, diz a associação.

A Triplo A argumenta ainda que a nova localização prevista para a fábrica “não altera os efeitos negativos que a anterior localização comportava para a população de Alcains”.E acrescenta que, “se este atentado ambiental se concretizar”, vai afetar, igualmente, “a cidade de Castelo Branco e as freguesias vizinhas”.

Movimento associativo lutou e ganhou qualidade ambiental

Movimento associativo lutou e ganhou qualidade ambiental

A associação ambiental de Alcains já tinha contestado, em julho, a instalação de uma fábrica de secagem de bagaço de azeitona “dentro do perímetro urbano da vila de Alcains” e a escassa distância de uma escola.

Na altura, mostrou-se “frontalmente contra a instalação de tal unidade industrial altamente poluidora” e argumentou que a fábrica iria alterar “de forma radical e negativa a qualidade de vida dos alcainenses”.

*Jornal de Oleiros/Lusa

 

 

Esta entrada foi publicada em Castelo Branco, Destaques, Economia. ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *