“Pecado Fatal” de Luís Diogo compete no Opuzen Film Festival na Croácia

O FILME FOI RODADO COM APENAS DEZ MIL EUROS

O filme “Pecado Fatal”, de Luís Diogo, é uma das nove longas-metragens em competição no Opuzen Film Festival, que se realiza de 18 a 23 deste mês em Opuzen, na Croácia.

Luís Diogo

Luís Diogo

“Pecado Fatal” é primeira longa-metragem de Luís Diogo, o argumentista de “A Bomba”, de Leonel Vieira, e de “Gelo”, de Luís Galvão Teles.

Segundo nota da produção, trata-se de um filme dramático de 90 minutos, que conta com Sara Barros Leitão, Miguel Meira e João Guimarães nos principais papéis.

Entre os nove candidatos ao troféu principal do certame croata está também “A Grande Beleza”, de Paolo Sorrentino, o filme europeu mais premiado no ano passado, nomeadamente com o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro e o Prémio Félix para Melhor Filme Europeu, da Academia Europeia de Cinema.

Cena do filme Pecado Fatal

Cena do filme Pecado Fatal

Além das longas-metragens, no Festival de Opuzen estarão também em competição filmes documentais e curtas-metragens, sendo, paralelamente, realizados vários ciclos temáticos, designadamente dedicados ao realizador italiano Frederico Felini, às filmografias sueca, romena, francesa e dos países mediterrânicos e uma semana sobre a Turquia.

“Pecado Fatal” foi distinguido no Festival Internacional de Cinema do Canadá com um prémio de excelência, na categoria de melhor filme estrangeiro, no passado mês de fevereiro.

Na vitória do Prémio da União de Cineastas Búlgaros

Na vitória do Prémio da União de Cineastas Búlgaros

Coproduzido pelo realizador e pela Filmógrafo, teve estreia portuguesa no Fantasporto, antes da apresentação nas salas, em abril.

O filme foi rodado com apenas dez mil euros, como o cineasta adiantou à imprensa, em novembro do ano passado, quando da exibição da obra no festival de cinema de Huelva, em Espanha.

Com Sara Barros Leitão, Miguel Meira e Joao Guimarães, “Pecado Fatal” conta a história de Lila, uma rapariga de 20 anos que regressa a Paços de Ferreira, para investigar as suas origens, quem são os pais e porque a abandonaram num contentor de lixo, à nascença.

Luís Diogo, o realizador, nasceu na Guiné-Bissau, em 1972, e viveu desde a infância, com a família, em Castelo Branco, onde se formou e se fez professor. Fixou-se entretanto em Paços de Ferreira, onde o filme foi rodado.

Pecado Fatal1

No ano 2000 escreveu o primeiro argumento, “A bomba”, que deu origem ao filme de Leonel Vieira, um dos mais vistos em 2002 e, em 2005, fez o guião de “1111”, na base da curta-metragem de Manuel da Costa e Silva, da Escola Superior Artística do Porto.

“Pecado Fatal” sucede a “Noite Gélida em Castelo Branco”, curta-metragem selecionada para a edição de 2012 do festival Luxor de Cinema Europeu, no Egito.

A rodagem de “Pecado Fatal” teve início em setembro de 2012, e contou com os apoios da câmara e da junta de freguesia de Paços de Ferreira.

*Jornal de Oleiros/ Lusa
 

 

 

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