Em Idanha-a-Nova, todos os caminhos vão dar ao Boom Festival

 ESTRADAS DE ACESSO  ESTÃO ENTUPIDAS DE VIATURAS

Todos os caminhos vão hoje dar ao Boom Festival 2014, onde as estradas de acesso à Herdade da Granja, próxima de Idanha-a-Velha, estão entupidas de viaturas com “boomers” à espera de poderem entrar no recinto.

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Paullete e Andreanne são dois jovens “boomers” que viajaram de carro, de França até Portugal.

Parados numa fila interminável de viaturas, na estrada que liga Medelim a Idanha-a-Velha, esperam pacientemente fora do carro, que a fila comece a andar, para poderem chegar à Herdade da Granja.

É a primeira vez que vêm ao Boom Festival e as expectativas que trazem são altas.

“Queremos viver intensamente esta experiência e aproveitar ao máximo o festival. É uma nova experiência para nós”, afirma Paullete.

Como estes dois jovens, muitos de outros, em centenas de viaturas com matrículas francesas, alemãs, holandesas, portuguesas e espanholas estão paradas em plena via, e os festivaleiros aproveitam para confraternizar enquanto esperam.

Ali ao lado, em Idanha-a-Velha, os últimos dias têm sido marcados pela constante chegada de festivaleiros.

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Mário Robalo, proprietário de uma casa de artesanato, mostra-se satisfeito pelo movimento que a velha Idanha tem tido ao longo dos últimos dias.

“Aumentou substancialmente o movimento nestes dias, sobretudo de jovens, que vêm para o Boom”, refere.

Este comerciante, de 48 anos, natural de Idanha-a-Velha, diz que aumentou as vendas em mais de 60%.

Apesar de considerar o Boom Festival “extremamente positivo” para a região, Mário Robalo explica que “eles, dentro do próprio espaço, têm lá tudo”. “Antigamente, isso não acontecia. Tinham que ir a Idanha-a-Nova fazer as compras”.

No café Lafiv (Liga dos Amigos de Idanha-a-Velha), o único existente na localidade, Vítor Pires, de 74 anos, um dos atuais 53 habitantes da aldeia, prefere não se pronunciar sobre o Boom Festival.

“Peço desculpa, mas não lhe vou responder, nem para dizer bem nem para dizer mal”, sublinha.

Com um copo de tinto na mão, Vítor Pires prefere falar da sua aldeia, onde apenas existem duas crianças entre os atuais 53 residentes e onde “chegam a vir três e quatro camionetas [de excursionistas] diariamente, durante todo o ano e de todo o país”.

Vítor Pires, acaba por deixar escapar que o “Boom traz muita gente, mas, ao fim de 10 dias, vão todos embora”.

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O certo é que, numa região altamente desertificada, a realização do Boom Festival provoca alterações profundas no dia-a-dia da população.

Este ano, são 30 mil festivaleiros que, de um dia para o outro, invadem o concelho.

*Jornal de Oleiros/Reportagem de Carlos Castela – Lusa 

 

 

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