FALAR COM FRANQUEZA – A Política e o Amiguismo

FALAR COM FRANQUEZA

A Politica e o Amiguismo

Há muito que me preocupa este tema, porque cada vez mais os cidadãos se afastam da Política, dos Políticos e principalmente dos Partidos Políticos.

Não admira a quem está atento à realidade social e politica deste Portugal, que desde 1974 mudou para um regime de Estado Democrático, aberto e que se quer perto das pessoas, dos seus interesses e necessidades e onde todos os cidadãos devem ter as mesmas oportunidades e bem-estar.

O exercício da política, quer-se nobre, desinteressado, feito com e para as pessoas, não devendo depender de razões económicas, de raça, religião, ideologia, ou quaisquer outras.

Mas o afastamento dos cidadãos deve abrir-nos os olhos e levar-nos a saber avaliar o que de mal se tem feito, corrigindo erros, e procurando sempre mais e melhor para todos os cidadãos.

Ora uma das questões que viciam o exercício da política é exactamente o “Amiguismo” que muitos rios de tinta têm feito correr.

Não vale tudo em Política!

Transformar os Partidos Políticos em “Clubes de Amigos de…” é algo contra o qual sempre me bati; pedir apoios a pessoas/camaradas, com base em amiguismo, em lugares prometidos ou “favores” supostamente feitos é do mais mesquinho e baixinho com que sempre me debati.

É evidente que quem exerce a política deve e pode ter consigo pessoas da sua confiança pessoal e profissional, mas não pode mesmo é escolher colaboradores só porque são “Amigos”. Esta prática já deu muito maus exemplos quer em Governos do PSD quer em Governos do PS.

Também muito grave,- e vem isto a propósito das próximas eleições para Presidente da Federação Distrital do PS, o que ocorrerá em todo o país, e também em Castelo Branco- é a tentativa que muitos políticos fazem de se eternizar no poder, escolhendo sucessores, viciando eleições com promessas de lugares, ou amedrontando os possíveis eleitores com o futuro isolamento do poder, caso façam apostas erradas….

Não vale a pena fingirmos que isto não existe! Tenho vindo a ser testemunha de telefonemas, contactos etc. com militantes do PS apoiantes da Candidatura de João Paulo Catarino numa tentativa de os demover desse apoio.

Claro que só ameaça e alicia quem tem algum poder….mas que me conste não tem sido essa a prática da candidatura de João Paulo Catarino; posso dar o meu testemunho, de que não apareci junto de ninguém, lembrando eventuais favores ou outros factos, que nunca foram a minha forma de trabalhar em política.

Discutir ideias e programas, bem como avaliar condutas, comportamentos, acção e trabalho feito, isso sim é matéria;

Apresentarmo-nos com a nossa obra feita, com a nossa conduta, a nossa forma de estar na política dando à luz programas de trabalho e de acção para o período de exercício, deve chegar e sobrar para quem se candidata.

Talvez porque nunca exerci cargos concelhios, sempre Distritais, vejo o exercício da Política como uma forma de melhorar a vida de todos os que habitam num mesmo espaço Distrital, sem bairrismos bacocos e exacerbados, que tão maus resultados têm dado em todo o país e também, infelizmente neste Distrito de Castelo Branco.

Depois, os lugares políticos não são nem devem ser eternos; todos devemos ter a humildade de saber regressar à base; a política não existe para nos servirmos, mas para servir o colectivo. Daí ser necessária uma enorme dose de “despegamento” da política e entender que nunca há Cargos eternos, até para dar a vez a outros protagonistas.

“Pobre General que se passeia ufano, no meio do seu exército de mortos….”

Assim daremos melhores contributos para o exercício da Política, não correndo o risco, de continuarmos cheios de orgulho pelo que fizemos, sempre na expectativa de nunca abandonar o poder, mesmo quando já não há ninguém à nossa volta.

Temos uma das Constituições mais perfeitas do mundo, vivemos numa Democracia que se quer saudável e preocupada com o bem comum. Não estraguemos tudo, deixando que alguns oportunistas com pouco “cimento ideológico”, apenas com grandes doses de “espertismo”, usem a Política para proveito próprio.

Por isso apoio João Paulo Catarino, pela sua acção, trabalho feito e compromissos políticos e ideológicos feitos para todo o Distrito de Castelo Branco. Não apoio o chamado “Castelo Branco contra todos” mas o Distrito pelo seu todo.

* Maria Alzira Serrasqueiro, Colunista dos Jornal de Oleiros e Jornal de Vila de Rei, escreve regularmente na Coluna ” FALAR COM FRANQUEZA”

Maria Alzira Serrasqueiro

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