Mais de 90% dos espetadores do Boom Festival em Idanha-a-Nova vêm do estrangeiro

SEGUNDO ALFREDO VASCONCELOS

A organização do Boom Festival, que decorre em Idanha-a-Nova de 04 a 11 de agosto, disse hoje que mais de 90% dos espetadores são estrangeiros e que a venda de bilhetes está esgotada desde 15 de julho.

“Desde o dia 15 de julho parámos a venda de bilhetes. A lotação para os 30 mil ‘boomers’ ficou esgotada”, assegura a organização, em declarações à agência Lusa.

O festival contará com a presença de pessoas oriundas de 152 países, afirma Alfredo Vasconcelos, adiantando que este dado foi confirmado “não só pelas vendas eletrónicas, mas também pelo sistema Unicre”, através do qual é possível detetar a origem de quem compra bilhetes.

Alfredo Vasconcelos

Alfredo Vasconcelos

A pouco mais de 48 horas do arranque da 10.ª edição do Boom Festival, este responsável da organização garante que está tudo preparado, faltando apenas ultimar alguns pormenores.

“Estamos a colocar agora as centenas de pessoas que vão trabalhar nas mais diferentes áreas” e a tratar de “uma série de passos logísticos para pôr um festival deste tamanho a funcionar”, mas “temos uma equipa cada vez mais forte e rotinada”, salientou.

Alfredo Vasconcelos revela ainda, em declarações à Lusa, que 90% dos “boomers” vêm do estrangeiro, sendo que apenas 10% são portugueses.

Em relação à origem das presenças no Boom Festival, os franceses ocupam o primeiro lugar, seguindo-se, por ordem decrescente, alemães, ingleses e portugueses.

boom festival

De realçar, por outro lado, a importância e o impacto que o festival tem, cada vez mais, numa região tão desfavorecida como a raia do distrito de Castelo Branco.

“Tal como tem acontecido noutros sítios do mundo”, como em Montreaux, por exemplo, “este festival pode ser uma âncora da região”, sustenta Alfredo Vasconcelos.

“Penso que o Boom Festival está nesse caminho”. Idanha-a-Velha, a antiga cidade romana da Egitania, a poucos quilómetros de Idanha-a-Nova, vai ter, por certo, “mais visitantes em três ou quatro dias [de festival] do que durante um ano inteiro”, antevê Alfredo Vasconcelos, considerando que isso é muito significativo – “o impacto económico também é muito importante”.

De acordo com dados anunciados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística, citados por Alfredo Vasconcelos, cada estrangeiro gasta em média em Portugal, 100 euros por dia.

“É muito fácil fazer as contas quando estamos a falar de 90% do público que vem do estrangeiro e que está em permanência no país, no mínimo, 12 dias. É fácil perceber que o impacto económico, direto e indireto do festival, é muito grande”, conclui.

Boom

Este “é um festival que está a atingir ou que já atingiu, em 2012, o patamar de um festival de escala mundial e global”, defende a organização do evento, acreditando que a edição deste ano será “a melhor de sempre”.

“Estou absolutamente convencido de que, com a diversidade de pessoas” conquistada, o festival de Idanha-a-Nova “não tem paralelo, pelo menos no mundo da música, das artes e do espetáculo”, afirma Alfredo Vasconcelos.

“É um fenómeno que temos de olhar com mais atenção, porque está em crescimento e não é por acaso que estas pessoas sentem um apelo para vir até aqui”, adverte.

*Jornal de Oleiros/Lusa

 

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