Portugal está a ser saqueado

Portugal está a ser saqueado

Os portugueses vêm assistindo impávidos e serenos ao desmoronar da Nação; efetivamente, já não reagem à incrível sequência de tragédias que estão a “demolir” o nosso país em várias frentes.

Emigração, quebra da natalidade, justiça, saúde, desemprego, ensino, sucessivas fraudes bancárias, estão a lançar o país para uma situação de caos muito preocupante, onde já nada nos surpreende porque as más notícias, passaram a ser o quotidiano deste povo desgraçado que dificilmente se vai conseguir levantar; porque entrega aos culpados desta calamidade em que se encontram, a missão de levantar o país de novo; os portugueses ainda não compreenderam, que com os mesmos que nos arruinaram isso não irá resultar.

Portugal tem que mudar de rumo e de política; não obstante haver alguns políticos honestos mas que tem revelado incompetência deixando á “solta” os que são desonestos; reconhecendo todavia alguma exceção à regra.

O medo começou a instalar-se entre os portugueses e leva-os para o perigoso campo da cumplicidade; não compreendendo que serão eles as próximas vítimas.

Entre os trabalhadores que exercem funções no Estado ou nas empresas privadas, instalou-se o “pavor” da perda do emprego, que terá um efeito devastador em todas as famílias, em que os filhos serão as primeiras vítimas para não variar; mas o mesmo medo chegou aos partidos políticos, onde por exemplo no PS os militantes foram colocados perante uma situação muito pouco democrática; ou te juntas a mim ou sofrerás depois as consequências; o país inteiro assiste a uma corrida ao beija – mão para não perderem o comboio de alguém que afirma que a dívida pública não constitui um problema para ele; evidentemente que não, pois a dívida da autarquia que dirige já vai perto dos mil milhões; que se cuidem os credores pois esta afirmação vem de alguém, que tem a ambição de ser primeiro-ministro e chegar Presidente da República.

Os tempos começam a apresentar-se muitos difíceis em Portugal, que ainda tem no Estado alguma coisa que comer; e quem está por dentro tem sempre onde deitar a mão; onde como último recurso pede-se mais dinheiro emprestado, aumentando a dívida e dependência que dizem não ser um problema, uma impressionante declaração que nem merece mais comentários; os portugueses que a julguem quando forem votar.

Ninguém conseguirá parar o “saque” ao povo português; o medo arrasta o país para a conivência com aqueles que o tem destruído, onde os crimes no setor bancário, estão a ter um papel preponderante na total destruição da nação portuguesa; o governo pouco ou nada consegue fazer para dar uma resposta “cabal e credível” que nos leve a acreditar que o crime não compensa; os prevaricadores como se viu recentemente, dispõem de somas inacreditáveis para adquirirem a liberdade, onde três ( 3 ) milhões de euros estabelecidos numa caução, são peanuts (amendoins); eles não têm escrúpulos em corromper qualquer cidadão se necessário, ou pagar o seu silêncio; partidos políticos incluindo PCP e CDS-PP abasteceram-se no BES com 15 milhões de euros; um Banco à beira da falência, onde este último o CDS-PP levou “emprestados” 5.500 milhões; as quotas deste partido não chegarão para pagar esta dívida, mesmo que cobradas durante 500 anos.

Portugal resvalou para o perigo de uma sociedade corrupta; que é o efeito direto da pobreza que o atingiu; onde ser materialmente pobre já não é a situação mais grave, porque pode ser transitória; existindo o perigo de contágio a toda a sociedade que só pode ser colmatada em algumas gerações. Um antigo primeiro-ministro ( José Socrates ) disse na entrevista semanal no Canal I no dia 20, que os portugueses vivem pior que no princípio do Século XX o que subscrevo plenamente; a confirmar-se Portugal foi o único país em todo o Mundo a regredir 104 anos; quando um grupo de criminosos acabou com a Monarquia constitucional mais avançada de toda a Europa; os resultados estão á vista mais de 100 anos depois.

Por Ironia Duarte Pio, que ostenta um título de Duque de Bragança usurpado a D. Maria Pia, filha de D. Carlos I e meia-irmã, do último Rei de Portugal D. Manuel II, que não deixou descendentes, ainda não se pronunciou sobre o estado calamitoso em que a República colocou o nosso país; assumindo assim um cómodo estatuto de cumplicidade; Duarte pio deveria ler a avalancha de documentos que tem vindo a ser divulgados sobre a legitimidade de S. A. R. D. Maria Pia ao Ducado de Bragança que ele usurpa; para deixar aos Monárquicos o dever patriótico, de escolher alguém que dê à Nação portuguesa um novo rumo.

Portugal está na frente dos países europeus com mais fraudes na banca que em pouco tempo envolveu várias instituições, e volumes astronómicos de dinheiro que os contribuintes terão que pagar; uma situação pouco confortável, para quem nos representa no exterior; que são os nossos Emigrantes, Diplomatas, Governantes e Atletas, que diariamente dão a cara pelo nosso país.

Joaquim Vitorino

Jornalista

Joaquim Vitorino

Joaquim Vitorino

 

 

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