Festival de Música Antiga de Castelo Novo quer ser referência nacional e internacional

ENTRE 25 E 27 de JULHO

A aldeia histórica de Castelo Novo, Fundão, será palco, entre os dias 25 e 27 de julho, da segunda edição do Festival de Música Antiga, evento que pretende tornar-se uma referência a nível nacional e internacional.

Castelo Novo

Castelo Novo

“Esta é uma iniciativa extraordinária que vale por si só e temos como objetivo que ganhe cada vez mais qualidade e dimensão, que se afirme e cresça, de modo a que possa projetar-se na cena internacional”, disse o diretor artístico do festival, Pedro Rafael Costa, à agência Lusa.

O evento, que é uma iniciativa da Câmara Municipal do Fundão, em parceria com a Rede de Aldeias Históricas e com a Antena 2, reunirá, deste modo, mais de 20 músicos e contará com vários espetáculos distintos que têm em comum a música antiga, anterior ao período romântico.

Vista panorâmica de Castelo Novo

Vista panorâmica de Castelo Novo

Como palco foram escolhidos vários locais emblemáticos da aldeia histórica de Castelo Novo, numa “união perfeita entre a música antiga e o espaço, que contribuirá para transportar os espetadores até ao passado”, como apontou Pedro Rafael Costa.

“Castelo Novo tem mesmo tudo a ver com música antiga: aquele ambiente idílico, a Serra da Gardunha, a própria aldeia são cenários ideais para um acontecimento como este”, reiterou.

Pedro Rafael Costa explicou igualmente que, apesar de o festival ter nascido “em plena crise”, o critério da qualidade foi preocupação fundamental, desde a primeira edição, e esteve sempre subjacente na seleção dos músicos, bem como das obras e compositores.

“Apostámos sobretudo em músicos portugueses e estamos também a dar um espaço muito grande aos mais jovens, que, muitas vezes, não encontram lugar para se apresentarem, apesar da imensa qualidade que têm”, detalhou.

Musicólogo formado pela Universidade Nova, alaúdista formado pelo Conservatório Nacional, professor e realizador na Antena 2, Pedro Rafael Costa garante ainda que esta edição será assegurada, “sem sombra de dúvidas”, por “grandes músicos e instrumentistas”.

Pedro Rafael Costa

Pedro Rafael Costa

“Quem vier ver os concertos, certamente, ficará espantado com o virtuosismo de alguns deles”, assegurou.

Relativamente ao reportório, o diretor artístico recordou que o programa é dedicado à música de antes do século XIX e aos instrumentos que eram usados na altura, designadamente cravo, alaúde, oboé barroco, violino barroco, sacabuxa (antepassado do moderno trombone de varas), corneta bombarda, violoncelo, guitarra barroca, entre outros.

Este festival terá ainda a particularidade de abarcar outras artes, designadamente o teatro, já que o espetáculo de abertura será a apresentação da peça de teatro “Farsas per musica”, do dramaturgo italiano do século XVIII Carlo Goldoni, que tem forte componente musical, interpretada pelo Teatro das Beiras.

Além disso, no domingo, dia 27, o festival faz uma espécie de itinerância e irá até Alpedrinha, única freguesia do concelho que tem um órgão do século XVIII, o qual, de acordo Pedro Rafael Costa, foi construído por um dos principais organeiros portugueses, Joaquim António Fontanes, que foi também o construtor de três dos órgãos da capela-mor da Basílica de Mafra.

A entrada para este festival é livre em todos os concertos e o programa completo pode ser consultado em: www.cm-fundao.pt ou no “facebook” do Município do Fundão.

*Jornal de Oleiros/Lusa

 

 

 

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