Natalidade: BE diz que propostas de incentivo não resolvem “gravíssimo problema”

HOJE NA COVILHÃ

O coordenador do (BE), João Semedo, afirmou hoje, na Covilhã, que as medidas propostas para o incentivo à natalidade não poderão, “nenhuma delas, nem todas no seu conjunto”, resolver o “gravíssimo problema” da redução de nascimento.

João Semedo

João Semedo

João Semedo defendeu que as medidas presentes no relatório encomendado pelo PSD sobre a natalidade “só poderão ter efeito, caso assentem sobre o crescimento do emprego”.

“Os apoios à natalidade serão muito importantes, mas o apoio mais importante às famílias para que os jovens casais possam ter os seus filhos é o de poderem ter emprego, trabalho. Trabalho com direitos. Emprego com direitos. Sem emprego, sem trabalho, dificilmente a natalidade poderá crescer neste país”, disse.

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João Semedo falava aos jornalistas, na sequência de uma visita que realizou às unidades hospitalares do interior do país, designadamente ao Hospital de Castelo Branco, no qual esteve pela manhã, e ao Hospital da Covilhã, que visitou durante a tarde, estando também uma visita agendada para o Hospital a Guarda.

A meio do périplo, João Semedo já assumia preocupação com as consequências que os cortes orçamentais têm estado a ter nestas unidades, além de também defender a importância da manutenção de toas as valências.

“Verificamos que estes três hospitais do interior são vítimas de um duplo prejuízo: a discriminação de todos os serviços públicos do interior, à qual se acrescenta uma segunda discriminação que são os cortes do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Estes cortes têm prejudicado o progresso que se vinha verificando nestes três hospitais e portanto a primeira palavra é de contestação”, afirmou.

O líder dos bloquistas referiu que, “por um lado é necessário travar esses cortes nos hospitais e por outro deve impedir-se que a portaria que o Governo aprovou desqualifique os hospitais do interior, retirando-lhes valências”, apontou.

O coordenador do BE assumiu ainda especial preocupação com a manutenção das maternidades e serviços de pediatria, que classificou como as “especialidades rainhas do SNS” e “essenciais” para qualquer unidade.

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“Levanto a minha voz para alertar e protestar contra qualquer tentativa de o Governo fechar qualquer uma dessas valências”, reiterou.

Mostrou também preocupação relativamente às consequências que um “eventual corte de valências nos hospitais da região” possa implicar para a Faculdade de Medicina da Beira Interior, “a qual tem um sistema de ensino muito moderno”, conforme enalteceu.

“Quando se fala em defender estes hospitais e estas valências fala-se também e por uma segunda razão em preservar o ensino das ciências da saúde na Universidade da Beira Interior”, sublinhou.

João Semedo assumiu igualmente preocupação com o facto de não estarem a ser contratados profissionais para os hospitais e garantiu que o argumento da falta de especialistas não pode ser aceite porque não se verifica no caso dos enfermeiros.

Sobre os médicos e as medidas especiais para fixar esses profissionais no interior, criticou o facto de “até hoje nenhum ministro, nenhum ministério e nenhum governo” terem tido “coragem de o fazer”.

*Jornal de Oleiros/Lusa

 

 

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