Ex-ministro da Agricultura defende proteção do comércio local

NO 30º ANIVERSÁRIO DA OVIBEIRA

O antigo ministro da Agricultura Arlindo Cunha defendeu hoje a proteção do comércio local contra o grande poder detido pelas cadeias comerciais de grande distribuição, que “representam 85% da distribuição alimentar” em Portugal.

Arlindo Cunha

Arlindo Cunha

“O Governo devia usar o músculo regulador para impor certas regras. Hoje temos uma desintegração dos circuitos comerciais locais e precisamos de fazer algo para recriar as cadeias comerciais locais, isso é muito importante”, disse o antigo ministro de Cavaco Silva durante as comemorações do 30.º aniversário da OVIBEIRA – Associação de Produtores Agropecuários, que decorreram em Idanha-a-Nova.

“O país vive uma nova realidade incontornável, da grande distribuição que se estende de forma tentacular até às terras de baixíssima densidade, através de médias superfícies em que o que vendem não vem do próprio território”, disse Arlindo Cunha.

O controlo de “85% da distribuição alimentar no país” é, para antigo governante, “um poder louco”.

Comércio local

Comércio local

Arlindo Cunha defendeu ainda a necessidade urgente de rejuvenescer a estrutura etária da agricultura portuguesa, que é “das mais envelhecidas” da Europa.

Apesar de nos últimos três anos se terem instalado no setor mais jovens que na última década, o ex-ministro da Agricultura, referiu que “é muito perigoso ficar por aqui”.

“O que fez a mudança foi a crise económica que o país vive e que fez com que muitos jovens vejam na agricultura uma oportunidade interessante. Mas, se não fizermos mais nada, terminados os cinco anos de presença obrigatória na exploração [agrícola], corremos o risco de muitos desses jovens se irem embora”, alertou.

Para evitar que isso aconteça, Arlindo Cunha defendeu a criação de uma estrutura no âmbito do Ministério da Agricultura, “que enquadre muitos desses jovens, com formação superior e que vêm da cidade, para que não corram tanto risco de insucesso”.

*JO/Lusa

 

 

Esta entrada foi publicada em Destaques, Economia. ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *