Direção Geral de Alimentação e Veterinária vive com “deficiência financeira e humana”

AFIRMA O PRÓPRIO RESPONSÁVEL

O diretor-geral de Alimentação e Veterinária Álvaro Mendonça disse hoje que a DGAV se debate atualmente com dificuldades extras e que os serviços, vivem com “imensa deficiência financeira, humana e de deslocação”.

Álvaro Mendonça

Álvaro Mendonça

“A DGAV (Direção Geral de Alimentação e Veterinária) tem hoje algumas dificuldades extra que não tinha há alguns anos. A organização está a trabalhar com imenso esforço e tem uma enorme dificuldade em cumprir com os seus objetivos, fruto da imensa deficiência humana, financeira e de deslocação”, referiu o diretor-geral da DGAV, em Idanha-a-Nova, durante a sessão de encerramento do 30.º aniversário da OVIBEIRA.

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Álvaro Mendonça explicou que “há pessoas [funcionários dos serviços] a usar carro próprio para fazer o seu serviço”, fruto de uma crise que trouxe dificuldades que afetam o próprio Ministério da Agricultura e do Mar.

Segundo este responsável, a tutela “perdeu 40 a 45% do seu efetivo”.

O responsável pela DGAV referiu ainda que os serviços têm uma dupla faceta, “uma mais sisuda, mais controladora e fiscalizadora” mas adiantou que “o país não pode viver sem esse aspeto fiscalizador”, admitindo no entanto, “que por vezes poderá haver alguns exageros”.

Álvaro Mendonça disse não acreditar que a agricultura nas zonas do interior norte e centro possa cumprir as suas ambições se não recorrer ao associativismo e ao cooperativismo.

“Recebemos milhares de milhões de euros. Não nos podemos queixar daquilo que nos queixávamos há uns anos”, referiu.

O responsável recordou também que o país tem atualmente um enorme capital humano, com centenas de doutorados em todas as áreas do conhecimento, que não pode ser desperdiçado.

“Com este capital imenso e com dinheiro, poderíamos ter feito um pouco melhor”, nomeadamente, “através do associativismo que tem que ser cada vez mais ambicioso e integrado”, concluiu Álvaro Mendonça.

*Jornal de Oleiros/Lusa

 

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