Associação vai criar “Linha SOS Património Cultural Imaterial em Perigo”

ALDEIAS HISTÓRICASEALDEIAS DO XISTOSÃO BONS EXEMPLOS

A Associação Portuguesa para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (APSPI) vai criar uma “Linha SOS Património Cultural Imaterial em Perigo”, com o objetivo de “alertar para as situações mais graves”, disse à Lusa o seu presidente.

Arte chocalheira

Arte chocalheira

Esta foi aliás uma das conclusões das I Jornadas para a Salvaguarda do Património Imaterial da Beira Interior, realizadas no Fundão, sublinhou o presidente da APSPI, Luís Marques, segundo o qual esta linha poderá vir a funcionar através do sítio da associação na Internet.

Em declarações à Lusa, Luís Marques referiu exemplos de duas situações em risco: “a do mestre esparteiro, José da Encarnação, o último em atividade em toda a região da Beira Interior”, e “o mestre calafate e barqueiro Sérgio Silva, o único que ainda labora no médio Tejo”.

O antropólogo, professor na Universidade Lusófona, lembrou ainda “a Arte Chocalheira, exercida por apenas cerca de uma dezena de mestres chocalheiros e que atualmente se pretende ser reconhecida pela UNESCO como património cultural imaterial da humanidade, que necessita de medidas de salvaguarda urgentes”.

Chocalhos

Chocalhos

A Associação também quer criar o Dia Nacional do Património, e aponta 27 de novembro, quando, a data em que o Fado foi proclamado Património Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em 2011, em Bali, na Indonésia.

“Nesse dia seriam realizadas as mais variadas ações suscetíveis de dignificar e ampliar o conhecimento do património Cultural imaterial no nosso país”, disse Luís Marques.

O presidente da APSPI realçou também “a importância das tradições culturais imateriais, em especial as musicais que ainda persistem na Beira Interior, em cuja conservação e transmissão devem ter papel preponderante, entre outras instituições, as autarquias e as comunidades escolares”.

O responsável realçou “o trabalho meritório que neste domínio vem sendo realizado por várias câmaras municipais”, tendo alertado para a necessidade de “todas as autarquias intensificarem estratégias de salvaguarda e valorização do Património Cultural Imaterial”.

Uma das áreas que o especialista realçou foram as Aldeias Históricas e a das “Aldeias de Xisto”, cujos programaspodem reforçar a componente imaterial no contexto da estima e promoção, disse.

 *Jornal de Oleiros/Lusa

 

 

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