António Capucho responde ao PSD

António D'Orey Capucho

Publicamos a nota que o Dr. António Capucho, Colaborador Especializado habitual do nosso Jornal teve a gentileza de nos remeter

Face a esta notícia do DN baseada em declarações de Miguel Pinto Luz, cumpre-me informar o seguinte:
Na verdade estou há muito “fora” do PSD desde que a actual direcção se afastou da matriz social-democrata que esteve na génese do Partido liderado por Sá Carneiro e que eu me orgulho de ter ajudado a fundar e a implantar em todo o País. A estratégia e a acção governativas são bem demonstrativas do alinhamento neoliberal do PSD e da subserviência apática às imposições da troika. No seio do Partido a orientação prepotente e oligárquica dominante a nível nacional e em muitas estruturas distritais e locais vai pelo caminho do maniqueísmo: quem não é por eles é contra eles. Por isso, quem estará a mais no PSD não serei eu e muitos outros militantes que apoiam candidaturas independentes, mas sim aqueles que o desviaram da sua orientação programática e instalaram uma máquina partidária subserviente. É neste pressuposto que não deixarei de apoiar a regeneração do PSD. Por isso não me demiti e apenas suspendi a minha militância. Mas reconheço que a actual direcção está no seu direito, em termos formais, de aplicar a norma estatutária que permite expulsar todos aqueles que apoiarem candidaturas autárquicas independentes. Mas não deixa de ser sintomático o facto de terem anunciado aguardar para o efeito a realização das próximas eleições… Decidi integrar, através da Assembleia Municipal, uma candidatura independente a Sintra liderada por Marco Almeida, pois considero que este foi oportunamente apresentado pelas bases para o efeito, nos termos estatutários, e é de longe a personalidade que considero mais merecedora de receber a confiança dos sintrenses. O PSD, num gesto precipitado, decidiu recusar a proposta das bases sem motivo fundamentado e apresentar uma personalidade alheia ao concelho, num processo que suscita as maiores reservas quanto à legalidade dos procedimentos e que será provavelmente condenada a um estrondoso fracasso nas urnas. Tenho a consciência tranquila e convicto de que estou a contribuir para uma vitória justa de Marco Almeida, que já deu provas concretas de que é aquele que melhor saberá defender os interesses dos sintrenses.
Cordiamente, António d’Orey Capucho

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