A alternativa, por Joaquim Vitorino

A ALTERNATIVA

A alternativa é tão valiosa quanto o consenso; palavras do Líder do PS em Santa Maria da Feira, no primeiro dia do congresso deste Partido; não posso estar mais de acordo, mas coloco um senão; porque se António José Seguro, estabelece uma comparação entre estas duas opções, porque não opta pelo consenso; e assim poupa ao país o custo de eleições, que neste momento não credibilizam o país, não fortalecem a democracia, não acalmam os mercados nem os nossos credores, para além de nenhum partido conseguir uma maioria.

O Líder do PS, a quem reconheço ter feito um bom discurso; e que seria notável, se não estivesse sujeito a um condicionalismo adverso, efetivamente esqueceu-se que o seu partido, também é responsável pela desgraça em que este país caiu.

Em caso de eleições o PS deve antecipadamente a estas, informar o eleitorado, com quem irá coligar-se para formar Governo; as opções não são muitas; será com o PCP ou o BE, é evidente que não, pois todos sabemos que será o CDS-PP; este partido liderado pelo Dr. Paulo Portas, tenta fazer passar a mensagem aos portugueses, que são os superiores interesses do país, que os levou a estar no Governo; mas as medidas mais difíceis, é sempre o PSD que terá que as assumir como suas, o CDS quer fazer crer, que está na coligação por “patriotismo”, e além disso sabem que eles constituem a única reserva, com quem o PS, poderá contar se ganharem as eleições; assim o CDS lá vai continuando.

Os partidos terão que assumir as suas responsabilidades, e não são só os que estão a governar, porque muitas vezes, quem está na oposição também comete erros e muito graves, a moção de censura foi um deles, como a recusa da subscrição do PEC IV por parte do PSD, como argumentou muitas vezes o PS. As eleições neste momento só fariam sentido, não para melhorar a situação do país, mas para os partidos que nunca foram Governo se reciclarem, e trocarem entre si o lugar de deputados; e também uma oportunidade para a atual direção do PS, aproveitar as eleições para se ver livre, de alguns dos apoiantes de Sócrates e também Soaristas.

Não fica bem ao PS, as palavras ofensivas dirigidas ao Sr. Presidente da República, por alguns dos seus dirigentes; uma coisa é o Presidente da República ser coerente, outra é ser conivente com o governo, pois já demonstrou várias vezes que não o é; o que não se pode é agradar a Gregos e Troianos, que não obstante o descontentamento legítimo dos portugueses, o Governo que está em funções, ganhou as eleições; quem disser que vai fazer melhor no atual contexto, é pura demagogia.

Neste momento, a atitude do Presidente da República não pode ser outra, que não seja promover consensos, entre todos aqueles que colocam o país, acima do interesse partidário, são estes os verdadeiros patriotas; tenho a certeza que os portugueses, não os vão esquecer no próximo ato eleitoral.

Quanto às ofensas pessoais por parte de responsáveis do PS, à pessoa do Sr. Presidente da República, os portugueses não se reveem nelas; porque atacam e desacreditam a mais alta Instituição do país, sendo de todo inaceitáveis; e o mínimo que o Secretario Geral deveria fazer, era um pedido de desculpas em nome de quem as fez.

Os portugueses não vão aceitar uma crise em cima de outra, que iria penalizar severamente o país.

* Joaquim Vitorino, Correspondente do Jornal de Oleiros

Vermelha – Cadaval

Joaquim Vitorino

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