“Até sempre Gutenberg”, por Carlos Fernandes

“Até sempre Gutenberg”

Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg ou melhor simplesmente Gutenberg, foi um inventor e gráfico alemão, nascido na Mongúncia – Mainz em 1398. Teve um papel fundamental no desenvolvimento da Renascença, Reforma e na Revolução cientifica, deve-se a ele as bases materiais para a moderna economia baseada no conhecimento e a disseminação da aprendizagem em massa.

prensa de madeira

Gutenberg foi o primeiro no mundo a usar a impressão por tipos móveis, e o inventor global da prensa móvel. Entre as suas muitas contribuições para a impressão, estão a invenção de um processo de impressão em massa de tipo móvel, a utilização de tinta a base de óleo, e ainda o uso de uma prensa de madeira similar á prensa de parafuso agrícola usada na época.

Todavia a sua invenção verdadeiramente memorável foi a combinação de todos esses elementos num sistema prático que permitiu a produção em massa de livros impressos o que era economicamente rentável para gráficas e leitores. O método Gutenberg a sua tecnologia de impressão rapidamente se espalhou peça Europa e mais tarde pelo Mundo, estávamos perante o mentor o pioneiro da imprensa escrita.

As imprensas na Idade Média eram simples tabelas gordas e pesadas ou blocos de pedra que se apoiavam sobre a matriz de impressão já entintada para transferir sua imagem ao pergaminho ou papel. A imprensa de Gutenberg é uma adaptação daquelas usadas para espremer o suco das uvas na fabricação do vinho, com as quais estava familiarizado, já que a Mongúncia onde viveu e nasceu se encontra no Vale do Reno uma região vinícola desde sempre. Depois da invenção dos tipos e da adaptação da prensa vinícola outras experiências se realizaram, para que a qualidade de impressão fosse um dado adquirido.

Pra comprovar a magnificência deste inventor alemão realiza-se anualmente, nos Estados Unidos, o “Festival Gutenberg” uma espécie de feira de demonstrações e inovações na área do desenho gráfico, da impressão digital, da publicação e da conversão do texto, o que só nos vem demonstrar que a invenção do mestre Gutenberg consegue ainda hoje, cultivar seguidores que , da sua experiência base tentam superar o invento e adaptar as tecnologias modernas ás exigentes necessidades do mundo atual.

Chegados aos nossos dias, os meios de comunicação tradicional, estão perante o seu maior desafio desde há 200 anos, sair do papel e pôr os leitores online a gerar receitas para sustentar os projetos .

A semana que passou foi a prova, que um pouco por todo o mundo que a imprensa se encontra em crise .

A Newsweek empurrada pelo declínio da publicidade e da circulação, cessa de existir enquanto produto impresso já no inicio de 2013, o ano do seu 80ª aniversário, passará a uma existência meramente virtual.

Em Portugal a administração da Soanaecom faz depender a existência do principal jornal de referência o Público do desinvestimento no papel e da aposta na edição digital reservada a assinantes . Processo idêntico no Reino Unido com o Guardian e o Daly Telegraph .Na Alemanha o Die Weit anuncia que o acesso gratuito aos conteúdos dos jornais na internet vai acabar.

A agência Lusa, os trabalhadores acabam de realizar quatro dias de greve contra o anunciado corte de 30% estipulado pelo governo no orçamento de estado. Com uma crise que emerge a cada dia que passa, novos desafios se nos deparam, em relação á imprensa regional cada vez mais a perseverança a atitude, e o solene compromisso com as gentes da sua região, poderemos preservar a azáfama, a arte do encontro de todos junto, aos quiosques e praças das nossas terras onde o ser autêntico , genuíno e cidadão de corpo inteiro, nos poderá levar a sentar nas nuvens e desfolhar o nosso jornal iluminados pela lua !

Até sempre Gutenberg, aqui na nossa terra estarás sempre presente, pois tal como no fabrico do nosso vinho a prensa da vida jamais parará

Bem hajam

Carlos Fernandes

Carlos Fernandes

Sobre Jornal de Oleiros

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