Exposição Mudanças gráficas na imprensa – Propostas de Jorge Gomes

Exposição MUDANÇAS GRÁFICAS NA IMPRENSA

Propostas de Jorge Gomes

Desde os dezassete anos ligada às Artes Gráficas, a vida profissional de Jorge Gomes tem no desenho e grafismo de imprensa a principal atividade.

Passou pelo “Diário de Lisboa”, pela fundação do “Correio da Manhã” e, desde 1992, pela mudança gráfica de inúmeros títulos regionais.

Apaixonado pelo seu trabalho, a alteração da época do chumbo para o offset e consequente revolução informática levaram-no principalmente para o interior do país com o objetivo de adaptar jornais regionais aos novos tempos, criando de raiz alguns deles, mas remodelando graficamente muitos mais.

Na altura, aproveitou a oportunidade para formar e actualizar alguns profissionais ao nível da paginação e desenho gráfico.

Nesta mostra, organizada pelo Museu Nacional da Imprensa em colaboração com o próprio Jorge Gomes, são apresentados muitos exemplares dos jornais melhorados pela sua acção, de Barcelos ao Redondo, de Vizela a Castelo Branco ou Beja, passando por alguns títulos do litoral do país, da Póvoa de Varzim, de Mira ou Figueira da Foz.

São ainda mostrados alguns instrumentos, utensílios e técnicas que o próprio aplicou e desenvolveu nessas ações de atualização.

Expressão disso são o fotolito de impressão e a Zip informática que se afirmou como um recurso decisivo para a ‘revolução’ vivida em mais de quarenta jornais regionais do nosso país. Jorge Gomes: as mudanças gráficas nas três últimas décadas.

Que eu saiba, nunca, em tão pouco tempo, foram tantas e tão sensíveis, as mudanças gráficas que ocorreram em Portugal.

Das velhíssimas e, quase lendárias, tipografias, ao período digital, ficaram para trás, as épocas do chumbo, do offset, da informática e do digital em que parámos para novas reflexões.

Todos os dias somos surpreendidos com novidades, consubstanciadas em versões desta e daquela natureza, desta e daquela marca, deste ou daquele figurino, com valências equivalentes, mais ou menos atrativas, com preços, ora muito semelhantes, ora diametralmente opostos.

Conheci Jorge Gomes nos últimos cinco anos do século XX.

Era o fim da minha atividade profissional e a dedicação exclusiva ao regresso ao jornalismo e à vida académica.

Criei em 1998 a Voz de Guimarães, ressuscitei o Poetas & Trovadores e a revista Gil Vicente.

Deixara, por incompatibilidade com um espontâneo, a direção do Semanário mais antigo do distrito de Braga.

Mas a Cidade Berço publicava, nessa altura, seis semanários.

Dois deles amancebados com o orçamento Municipal de um executivo totalitário.

Mas os conteúdos informativos eram idênticos, quando não, todos iguais, nalguns casos, com títulos repetidos e com fotos que apenas divergiam no tamanho ou no espaço da página. Fundei uma editora e agrupei aqueles três títulos.

Demonstrei que, apenas com dois jornalistas e alguns correspondentes, era possível fazer diferente, para melhor, na informação plural e na intervenção.

Em menos de dois anos, sem publicidade comercial e sem qualquer apoio municipal ou governativo, consegui ultrapassar, em vendas nos quiosques da cidade, aquele que tinha uma carteira tradicional superior a três mil assinantes.

Devo ao Prof. Jorge Gomes autor do grafismo da Voz de Guimarães e das primeiras edições do renascido «Poetas& Trovadores», a formação que ministrou ao João Pedro, jornalista 6950 que foi incansável nestas fainas que a informática e gráficas exige e que eu próprio delas precisei, mas não fiz uso, por incapacidade pessoal.

Mas não fui único a valer-me da competência técnica de Jorge Gomes para exercer, em plenitude as minhas competências jornalísticas e académicas.

Eu próprio lhe proporcionei outros contactos e tarefas gráficas, no interior do país real, que, a custo, conseguiram ultrapassar obstáculos de natureza vária da bem-vinda revolução gráfica e informática em que aportámos. Barroso da Fonte (CP 2473 A).

Exposição

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