EDITORIAL – O Congresso do PSD e a política do futuro

EDITORIAL

O Congresso do PSD e a política do futuro

O Congresso do PSD que se realiza em Lisboa no próximo fim de semana assume uma importância que o transcende.

Na verdade o líder Rui Rio pode estar a construir uma equipa a pensar em primeiro lugar no país, deixando para segundo plano a perspectiva dia-a-dia mais difícil de uma vitória em 2019.

Com efeito, muitos dos nomes que circulam para a nova equipa, são Homens preocupados com o país em primeiro lugar, pessoas com percurso e estudos ao invés da anterior direcção onde pontificavam apenas e basicamente  ex-jovens da jota sem percurso profissional, (com excepções que sempre existem).

O país necessita de reformas importantes como a regionalização, entre outras e, isso obriga a líderes conceituados.

Dois factos aumentam o nervosismo do Presidente da República que se tem desdobrado em desvalorizar os sucessos do actual governo, quase todos de extrema importância e colocam o PS à beira de uma maioria absoluta, coisa que Marcelo não gosta nem quer.

Não será surpresa que continue a tentar descolar do governo, embora de forma cuidadosa, e  sibikina,pois, admite que vai ter de enfrentar um governo de maioria absoluta e, com António Costa, isso não lhe será uma solução que deseja.

A acentuar ainda mais essa possibilidade, está agora o facto do CDS se distanciar do PSD, para já relativamente às Europeias, mas nada nos diz que a separação não seja para continuar no futuro.

O CDS acredita que essa clarificação o fará crescer.

Voltando a Rui Rio, este pensa que uma oposição capaz de fazer crescer o país terá dois efeitos que pensa positivos.

Desde logo fazer abrandar as exigências à esquerda que começam a extravasar as possibilidades do país e podem colocar em causa o equilíbrio financeiro e, posteriormente, pensa Rui Rio, os portugueses não deixarão de aplaudir essa política patriótica e finalmente dar ao PSD a vitória em 2023.

Para Marcelo é tudo mau.

O povo está cansado de tantos beijos e abraços, alguns adequados, mas o excesso está a criar problemas e, a aparente unanimidade em torno de Marcelo pode esboroar-se, pois não é dele que dependo o sucesso alcançado nem o que se deseja no futuro por mais “ameaças” que vá fazendo, percebe-se que o poder não “mora em Belém”.

É pois de expectativa que se pode falar num Congresso a que assistiremos e, da confirmação de nomes que correm e das surpresas que se esperam se perceberá melhor o futuro da política em Portugal.

37º Congresso do PSD

37º Congresso do PSD

P. Fernandes

Director

Sobre Jornal de Oleiros

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