CDS – Ou rompe agora ou caminhará para o abismo, Paulo Freitas do Amaral

CDS – Ou rompe agora ou caminhará para o abismo

Paulo Freitas do Amaral

“…maus resultados autárquicos nos centros urbanos, uma nova força politica que emergiu podendo viabilizar governos e um prolongamento de uma governação austera poderão ser as receitas ideais para um péssimo próximo resultado do CDS sem coligação”

As recentes decisões do tribunal constitucional farão com que a linha vermelha traçada por Paulo Portas fique muito longe daquilo a que o CDS se comprometeu com os eleitores.

Esta nova realidade a juntar-se ao desgaste que o Governo já leva, colocará em 2015 o CDS à beira da sua sobrevivência eleitoral.

Chegou agora a altura de falar claramente aos eleitores sobre a dura realidade que se aproxima e propor um novo programa eleitoral da Aliança Portugal ou de cada partido da Aliança em separado.

Um país empobrecido não aguentará uma nova subida de impostos e uma austeridade redobrada a todos os cidadãos.

A principal missão de tirar a troika de Portugal está cumprida e é agora a altura do CDS dar novamente a voz aos eleitores sobre o novo período que se avizinha.

As eleições europeias foram como todos os analistas o afirmam, o 1º round das eleições legislativas e um “termómetro” às preferências dos portugueses.

O partido vitorioso está a tirar ilações acerca da sua vitória de Pirro. Não deveriam os vencidos, também refletir, questionar e assimilar as vozes discordantes acerca da estratégia depois dos piores resultados da sua História?

Neste ponto interessa-me analisar mais profundamente as sondagens que o CDS-PP apresenta em alguns estudos uns meros  2 % no peso total da coligação. Bem sei que muitas empresas de sondagens deturpam os resultados do CDS mas não poderemos ignorar de que se trata de um sinal perigoso, credível de um possível retorno ao partido do Taxi ou talvez bem pior que isso.

A juntar a este quadro, ainda recentemente tivemos um episódio “irrevogável “e inesquecível em cima da data das eleições autárquicas e que acabou por afetar gravemente as candidaturas de autarcas nos grandes centros urbanos.

Se por um lado Portas será o primeiro líder a bater recordes de tempo na liderança de um partido será também o primeiro na História a acabar um mandato em coligação,.Desta forma ele  também será o primeiro Presidente na História a acarretar as consequências terríveis, a meu ver que esta opção implica para o partido a nível eleitoral nas primeiras eleições onde o partido se apresentará sozinho.

A juntar a estes problemas, a existência de uma novo MPT em próximas eleições poderá deixar de fora o CDS da fórmula de governação que tem sido usual em toda a História da democracia portuguesa. Acho interessante ainda ninguém de direita  ter referido este facto nas análises politicas.

Tanto PS como PSD poderão ver nesta nova força politica uma solução governativa, se o seu resultado for expressivo.

Inevitavelmente que este prolongamento governativo da aliança até 2015 trará uma falta de identidade acrescida ao CDS juntamente com o crescendo messiânico de António Costa através de um processo de primárias que envolverá sociedade civil e que lhe será extremamente benéfico para posteriormente se apresentar a eleições.

. Tudo isto contribuirá para a existência de um período “negro” posterior à saída de Paulo Portas.

Concluindo; maus resultados autárquicos nos centros urbanos, uma nova força politica que emergiu podendo viabilizar governos e um prolongamento de uma governação austera poderão ser as receitas ideais para um péssimo próximo resultado do CDS sem coligação.

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