União de Sindicatos de Castelo Branco exige que Governo anule fecho de escolas

ATRAVÉS DO COORDENADOR

A União de Sindicatos de Castelo Branco exigiu ontem que o Governo anule ou suspenda o encerramento de escolas, medida que “contribuirá para a desertificação do interior“, afirmou o coordenador daquela estrutura sindical.

Luís Garra

Consideramos, de forma muito clara que o Governo deve optar pela anulação desta decisão, que contribuirá ainda mais para a desertificação do interior. Essa é a nossa exigência, mas sabendo como são teimosos, no mínimo [exigimos] que a suspendam para que outro governo possa decidir melhor, porque estou convencido que, mais cedo do que tarde, este Governo será demitido“, disse.

O coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco, Luís Garra, falava numa conferência de imprensa realizada na Covilhã, após uma reunião com os sindicatos do distrito, durante a qual foi debatida a posição a tomar relativamente ao eventual encerramento de escolas e respetivas ações a levar a cabo.

Entre estas está a realização de um abaixo-assinado contra o encerramento de escolas que já foi posto a circular, assim como reuniões a agendar com os autarcas municipais e de freguesia, no sentido de marcar ações conjuntas de protesto.

O sindicalista, que enalteceu todos os autarcas que se manifestaram e agiram contra o encerramento de escolas, mostrou disponibilidade para participar numa manifestação geral que já foi exigida por elementos da Assembleia Municipal da Covilhã.

Estaremos ao lado de todos quantos se manifestem contra esta medida, sejam pais, professores, alunos ou autarcas, porque consideramos que o que está a ser feito é um desrespeito pelo que é a vontade das pessoas, das autarquias e do interesse das crianças“, sublinhou Maria Cruz Marques, do Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC).

A sindicalista esclareceu que, no distrito, a lista divulgada aponta para o fecho de 26 escolas do primeiro ciclo de ensino básico mais nove jardins-de-infância, e garantiu que, “independentemente do número“, o sindicato estaria sempre contra, porque o fecho de escolas “representa um retrocesso gravíssimo nas condições de ensino e de vida para as crianças“.

É uma medida traçada a régua e esquadro, que não tem em conta os constrangimentos pedagógicos, laborais e sociais que implica para todos“, referiu a sindicalista, recordando que são afetadas crianças, professores, auxiliares de educação e as famílias de todos.

Maria Cruz Marques recordou que uma viagem de 20 quilómetros no “interior, e tendo em conta os percursos e transportes existentes, pode significar muito tempo” e reiterou a ideia do impacto negativo deste facto, nas condições de aprendizagem das crianças afetadas.

A representante do SPRC reiterou ainda a ideia de que o encerramento de escolas é “mais um ataque ao interior e às pessoas que vivem no interior“, assim como “um ataque à escola pública“, que só beneficiará as instituições privadas.

*Jornal de Oleiros/Lusa
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