A ” DEUS” a querida Espanha

A “DEUS” a querida ESPANHA

Juan Carlos e o Príncipe Filipe

Ter durante 39 anos conseguido “unir umas quantas Republicas num Reino” como o fez Juan Carlos, poucos o teriam feito; a decisão de abdicar a favor do Príncipe Filipe foi um ato de Grande Patriotismo.

A Grande Espanha, é uma manta de “retalhos republicanos” em manifesto desalinho; que se acusam uns aos outros dos males que afligem a Nobre Nação espanhola, que também foi duramente atingida pela crise.

A Catalunha e o País Basco, deram o mote para incendiar o saudosismo franquista; dizem-se ser mais produtivos e acusam a Coroa de despesismo, não passa de um falso argumento; deviam refletir no que se passa nas Repúblicas do Sul da Europa a começar por Portugal, onde os republicanos arruinaram numa geração, o que o Reino construiu em 767 anos. Hoje sabemos que a entrada na União europeia, não foi a solução para retirar Portugal do alçapão em que a República o deixou cair; Portugal não só é o país mais pobre da Europa, como também é o que tem a maior dívida por capita.

Os separatistas que ponham os olhos na situação da República portuguesa, que de certeza vão refrear os ímpetos nacionalistas.

A República portuguesa está minada de gente corrupta, sendo a pobreza e a ambição pessoal a principal contaminadora desta praga que destrói uma Nação, onde é quase impossível incutir alguma disciplina moral, numa situação de calamidade como a que se encontra Portugal.

Veja-se os últimos acontecimentos.

Durante 5 anos os portugueses pagaram uma pesada fatura em austeridade, que nos custou a “fuga” do país de 700.000 Jovens, em que 93% levaram na bagagem licenciaturas; temos uma dívida de 132% do PIB que na prática não vamos conseguir pagar; mas que não deixará de ser dívida, com todas as consequências que virão do não cumprimento.

Portugal continua a derrapar para o abismo; na reta final da assistência ao nosso país, os que apostam num estado caótico, esfregam as mãos de contentamento.

Num golpe de “constitucionalidade” o TC, a coberto da legalidade de uma constituição elaborada no calor revolucionário do 25 de Abril, e que ainda vincula os destinos do nosso país tudo levou a perder, os sacrifícios exigidos aos portugueses mais pobres e desprotegidos; é esta a opinião deste governo que não vou contrariar porque à parte os exageros, conduziram com alguma honestidade o difícil processo; sendo uma preocupação para os populismos que estão a surgir.

Filipe VI está preparado para os “Grandes Desafios” que a Espanha vai enfrentar; de reconhecida inteligência, conta com o mérito de sempre recusar quaisquer privilégios face aos seus concidadãos, nas escolas que frequentou e na formação militar; alguns erros cometidos por alguns familiares, não podem servir de base, para que os espanhóis percam a confiança na instituição da Monarquia em Espanha, pois só ela terá capacidade de elevar de novo esta Grande e Nobre Nação; que deixou marcas civilizacionais em todo o Mundo, ao lugar que lhe compete. Tive o privilégio de ter como Amigo o avô de Filipe VI o Conde de Barcelona, que conheci no Hotel Palácio do Estoril onde prestei atividade durante 19 anos, conhecendo toda a Família Real de Espanha de quem tenho gratas recordações; espero que nesta situação de crise que o Sul da Europa atravessa, os ideais do extraordinário homem que foi Dom Juan não sejam traídos.

Ao Felipe VI, desejo-lhe sorte e coragem para segurar “A União da Espanha” com que o seu Avô sempre sonhou; este não é seguramente o melhor momento para a Espanha “fraquejar” que por arrasto levaria Portugal, a uma situação muito grave.

Os ventos têm sido particularmente agrestes nos últimos 100 anos para com a Península Ibérica, que levou a todo o mundo a civilização Ocidental e o Cristianismo; neste momento difícil resta-nos dizer, “A DEUS a querida ESPANHA”.

* Joaquim Vitorino, Colunista do Jornal de Oleiros, Sub-Director do Jornal de Vila de Rei

Jornalista  –  Vermelha / Cadaval

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