Exploradores de resina querem reativar setor

PROENÇA-A-NOVA: AJUDAR NA DEFESA DAS FLORESTAS

Recolha de resina

A Associação de Destiladores e Exploradores de Resina (Resipinus) defendeu hoje a reativação do setor da resinagem e disse já ter apresentado um programa de ação que quer ver integrado no Plano de Desenvolvimento Regional (PDR) 2014-2020.´

O programa foi enviado ao secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural em março e, até hoje, não teve qualquer resposta. O objetivo é reativar uma produção que tem escoamento garantido e que presta um serviço público de enorme importância na defesa contra os incêndios“, disse à agência Lusa Pedro Cortes.

O responsável da Resipinus falava à margem de um encontro que decorreu em Proença-a-Nova e que juntou representantes da indústria, produtores florestais, autarquias, Autoridade Nacional de Proteção Civil e comunidades intermunicipais.

A reunião do grupo de trabalho teve como objetivo discutir o plano desenvolvido pela Resipinus e solicitar o apoio dos intervenientes no sentido de se fazer um pedido de audiência à ministra da Agricultura e do Mar.

Antigo resineiro

A ideia é saber o que se passou com a proposta da Resipinus, entregue em março ao secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, e tentar ainda incluí-la no PDR para 2014-2020.

O dossiê do PDR está a ser agora fechado. Esta versão que já foi para Bruxelas não integra o plano que apresentámos à tutela. Contudo, ainda há um período até ao documento final“, referiu Pedro Cortes.

A ideia é, a partir daqui, os municípios, através da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), chamarem a atenção da ministra para o projeto e para a sua inclusão no PDR“, adiantou.

O responsável da Resipinus explicou que a resinagem permite uma presença humana na floresta que mais nenhuma produção rural tem em termos de intensidade, cerca de 80 horas por hectare/ano nas áreas florestais.

O projeto da Resipinus aponta para a criação, a nível nacional, de 200 núcleos de defesa contra incêndio por resinagem, o que, segundo Pedro Cortes, “corresponde a cerca de 300 mil hectares de área defendida e 20 mil hectares de área resinada apoiada“.

Por cada 100 hectares resinados, os resineiros comprometem-se a vigiar 1.500 hectares de floresta, onde esses 100 hectares estão incluídos“, referiu.

O projeto prevê ainda a integração nos planos municipais e inclui a criação de equipas com um mínimo de quatro resineiros que, além de explorarem uma área de 100 hectares, ficam comprometidos a vigiar 1.500 hectares de floresta.

Recolha de resina

Para a exploração da resina, tem que ser apresentado um projeto cuja iniciativa pode partir dos proprietários florestais ou dos resineiros, onde devem estar identificadas as parcelas a resinar.

A partir daí, há um pagamento de 150 euros/ano por hectare para o proprietário florestal e 45 mil euros/ano por hectare para a equipa de resineiros que terá de trabalhar todo o ano na floresta.

*Jornal de Oleiros/Lusa

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