O nosso jornal na Campanha das Europeias – Análises

ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO EUROPEU

UMA CAMPANHA TRISTE

A campanha para as próximas eleições europeias está a ser, quanto a mim sem grande surpresa, uma campanha triste.

Na prática, raros foram os partidos que abordaram com seriedade o acto eleitoral em causa, nomeadamente o seu contributo para a resolução das sérias ameaças que pairam sobre a, ainda chamada, União Europeia. Não foram propostas medidas para devolver a Europa aos cidadãos retirando-a da má influência da Europa dos burocratas e dos agiotas.

Os partidos da actual coligação que ocupa os cargos da governação de Portugal, em conjunto com o maior partido da oposição, desenvolveram as suas campanhas com a habitual e já doentia troca de insultos e culpabilização recíproca pelo sofrimento dos portugueses, resultante das suas incompetentes políticas internas. Quanto à Europa… nada.

No que respeita aos partidos de menor expressão eleitoral, alguns dos quais são pouco mais que grupos de amigos, unidos para os seus pequenos momentos de notoriedade, encontramos algumas propostas interessantes e, sobretudo, posturas muito mais dignas que as dos grandes partidos. Encontramos também propostas irracionais com a saída imediata do euro e o não pagamento da dívida, e outras, simplesmente ridículas, como a proposta de uma ainda deputada ao parlamento europeu, para a inclusão de uma disciplina de “surf” nos currículos escolares. Por mim, e perdoem-me a pida, acho mais importante incluir uma disciplina de matraquilhos. Pura brincadeira que demonstra a baixa qualidade desta gentalha, cujo objectivo é ganhar o assento em Bruxelas, que vale 12.000 euros/mês e outras mordomias.

De entre estes partidos de menor dimensão, poderá, de acordo com sondagens recentes surgir a surpresa de um deputado eleito pelo MPT, Movimento do Partido da Terra, que deverá ser o Sr. Dr. António Marinho e Pinto, numa prova deque, uma campanha para dar frutos não necessita de grande espalhafato e deve privilegiar o contacto directo com os eleitores sob a forma de esclarecimento dos seus objectivos.

Pode resumir-se, globalmente, esta campanha, da seguinte forma:

“Os portugueses não vivem acima das suas possibilidades, têm é políticos de qualidade inferior às suas necessidades

O VOTO É A ARMA DO POVO, USEM-NA COM PONTARIA

* António Graça, Colunista Especializado do Jornal de Oleiros e Sub-Director do Jornal de Vila de Rei

António Graça

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
Esta entrada foi publicada em Destaques, Política. ligação permanente.

Uma Resposta a O nosso jornal na Campanha das Europeias – Análises

  1. Joaquim Vitorino diz:

    Deu um excelente fecho ao seu artigo Engº António Graça; propostas vagas e medíocres marcam esta campanha de insultos, sem que sejam abordados os problemas de fundo que afetam 8 milhões de portugueses; é o Portugal político real que temos; nem faço mais comentários, para não dar grande valor a quem o não tem. O meu voto vai para Marinho e Pinto, porque tem demonstrado alguma coragem em denunciar os males deste país; que para mim, começa na Justiça que só é aplicada a pobres; estando as nossas prisões superlotadas deles; enquanto os ricos passam pelos intervalos da “chuva”; e também porque todos devemos votar, porque se não o fizermos, já sabemos quem vai subir!.. será pior a emenda que o soneto!… já chega de desgraça. Parabéns pelo artigo António Graça.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *