Regulamento da Paisagem Protegida da Gardunha entra em vigor no final do mês

FUNDÃO / CASTELO BRANCO

Serra da Gardunha

O Regulamento da Paisagem Protegida Regional da Serra da Gardunha, um projeto conjunto dos municípios do Fundão e de Castelo Branco, foi ontem, dia 16 de maio, publicado em Diário da República (DR) e entrará em vigor dentro de 15 dias.

O novo regulamento, que reconhece a Serra da Gardunha como área de paisagem protegida, estabelece um conjunto de regras relativas à gestão e aproveitamento do espaço, tarefa que ficará a cargo da Agência de Desenvolvimento Gardunha 21 (ADG21) e que permitirá uma gestão “mais próxima” daquele espaço, referiu à agência Lusa o presidente da Câmara do Fundão. À Lusa, Paulo Fernandes mostrou-se satisfeito com o “culminar de um processo bastante longo e com várias etapas“, para o qual se avançou de forma e com o objetivo de criar um instrumento que permita a “implantação de um novo modelo de gestão, mais próximo e com mais capacidade de ação, que permita, acima de tudo, valorizar o património natural e paisagístico da Gardunha, bem como tirar um melhor aproveitamento dos recursos“.

Crista do Galo na Serra da Gardunha

Este reconhecimento coloca a Gardunha no âmbito do que ela efetivamente merece e considero que este é um passo fundamental para criar maior valor social e económico para a região a partir da Serra da Gardunha“, reiterou.

O autarca também considerou positivo que a gestão seja feita pela ADG21 que, através da constituição dos conselhos diretivo e consultivos da Paisagem Protegida, congregará um conjunto de entidades que estão ligadas àquele território, designadamente as duas câmaras municipais, as juntas de freguesia das áreas abrangidas, o Instituto Nacional de Conservação da Natureza, associações de agricultores e organizações não-governamentais.

A conservação das espécies e habitats locais e a preservação do património natural construído, a criação de novas oportunidades para o lazer e ar livre em equilíbrio com os valores naturais e culturais salvaguardados através de parcerias público-privadas que preconizam um desenvolvimento sustentável, a continuidade da implementação das medidas de conservação da natureza e biodiversidade locais e a promoção e educação ambiental das atividades de divulgação científica, promovendo a sustentabilidade” são alguns dos objetivos específicos definidos no regulamento.

O documento define ainda os atos e atividades que ficam interditos, que são autorizados e que ficam sujeitos a parecer, bem como as sanções previstas para os infratores e “beneficiários” das mesmas.

*Com gentileza da Lusa

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