Economia criativa debatida em conferência

IDANHA-A-VELHA

A Conferência “O Potencial da Economia Criativa” juntou no passado dia 2 de maio mais de uma centena de pessoas na Sé-Catedral de Idanha-a-Velha, aldeia histórica onde está projetada uma Incubadora de Indústrias Criativas.

O evento foi organizado pela Câmara Municipal de Idanha-a-Nova em parceria com o Jornal do Fundão e debateu vários temas ligados à cultura e às indústrias criativas associadas.

O presidente da autarquia, Armindo Jacinto, e o diretor do órgão de comunicação social, Vasco Pinto Leite, defenderam, na sessão de abertura, a pertinência da realização em Idanha-a-Velha de um evento sobre economia criativa.

Armindo Jacinto no uso da palavra

É uma temática que supostamente não é muito natural num concelho com baixa densidade populacional, mas o mundo rural em Portugal tem de ser um espaço de oportunidade, um espaço diferenciador e um espaço de notoriedade”, sintetizou Armindo Jacinto.

O primeiro painel, intitulado “O valor do empreendedorismo cultural”, arrancou com uma comunicação de Augusto Mateus. O economista e professor catedrático afirmou que o desenvolvimento do mundo rural “depende da sua capacidade de criar riqueza e emprego”, frisando que o “essencial da economia criativa é produzir bens e serviços diferenciados”.

Este painel contou ainda com intervenções do presidente da Comissão de Coordenação da Região Centro, Pedro Saraiva, e de Paulo Alves, gestor do eixo das indústrias criativas da Fundação de Serralves. O primeiro enquadrou as indústrias criativas na estratégia de Competitividade Responsável, Estruturante e Resiliente (CRER) 2020, enquanto o segundo explanou a estratégia de sucesso desenvolvida na InSerralves, a incubadora de indústrias criativas da fundação sediada no Porto.

Os trabalhos prosseguiram com uma mesa-redonda que reuniu alguns dos empreendedores culturais que atuam no concelho de Idanha-a-Nova.

Da música ao teatro e às artes visais, marcaram presença a Good Mood, empresa organizadora do Boom Festival; a Companhia de Teatro Viv’Arte; o Concerto Ibérico Orquestra Barroca; a Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco; a Silva Designers; a arquiteta e investigadora Cristina Rodrigues da Universidade de Manchester; e o diretor da Academia Internacional de Cenografia, José Manuel Castanheira.

A jornada foi moderada por Carlos Laranjo Medeiros, presidente da IPI Consulting Network e presidente da Comissão de Coordenação da Candidatura de Idanha-a-Nova à Rede das Cidades Criativas da UNESCO.

Esta rede é atualmente composta por 41 cidades, apenas 7 na área da música, vertente a que o Município de Idanha-a-Nova prepara a candidatura. Para Carlos Laranjo Medeiros, nestas cidades – maiores em dimensão – o peso das artes criativas e nomeadamente da música “não é comparável em percentagem à realidade de Idanha-a-Nova no que concerne o envolvimento da população, a criação de orgulho, o número de empresas e de manifestações”.

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