O Governo “trata os cidadãos como despesa” acusa o LIVRE

SOBRE O DOCUMENTO DE ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL

Baixa do IVA, maior progressividade do IRS, coordenação fiscal em toda a União Europeia, aumento do salário mínimo nacional, um projeto Ulisses de recuperação e reconversão das economias periféricas da União. Porque para nós é claro que sem as pequenas e médias empresas o país não terá crescimento económico e que sem o aumento do poder de compra a recessão não será ultrapassada. Estas são as propostas que o LIVRE contrapõe às medidas anunciadas pelo Governo esta semana no âmbito do Documento de Estratégia Orçamental (DEO).

Rui Tavares

O LIVRE, em comunicado chegado à nossa redação, acusa o Governo que “gosta de falar de números e trata os cidadãos como despesas em quadros de Excel” adiantando que o partido o LIVRE decidiu falar a mesma linguagem. Assim após analisar os números, o novo partido, afirma, ainda na mesma nota que no primeiro trimestre de 2014 são “9603 empresas dissolvidas e 2350 empresas em processo de insolvência. Destas 2350 empresas que estão a fechar portas, 19,7% são de comércio a retalho, as pequenas lojas dos bairros, vilas e aldeias das quais 18,3% pertencem ao ramo da construção civil e 16,7% são do ramo alimentar, os cafés e os restaurantes que já não aguentam mais impostos”.

Rui Tavares

O LIVRE realça ainda a taxa de desemprego que se cifra em cerca de 15,4%, “e só não é maior porque, só em 2013, emigraram 101 535 portugueses”.

Em 2013, a atividade económica registou uma contração de 1,4%, que se traduz numa melhoria face à quebra de 3,2% em 2012”, lê-se no DEO, ou seja segundo o LIVRE, “o que este documento sublinha é que, apesar de os números serem negativos, podiam ser ainda mais negativos. E a solução apresentada para o crescimento económico por esta coligação PSD-PP é a receita da desgraça: aumento do IVA para 23,25% e o aumento da Taxa Social Única dos trabalhadores para 11,2%. O que significa que os produtos ficam mais caros e as pessoas terão menor poder de compra. Ora, não é preciso falar qualquer linguagem económica ou financeira para perceber que com mais aumentos de impostos e menor poder de compra, mais empresas vão fechar, o desemprego vai subir e a emigração em massa vai continuar a aumentar”.

O partido termina afirmando que “o que já se percebeu claramente é que este governo não tem qualquer estratégia para o crescimento económico ou para o desenvolvimento social do País”.

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