VI TTransGeopark é já uma referência nacional no todo terreno ambiental

SOB O TEMA “DA CORDILHEIRA À MESETA

Quem experimenta quer sempre voltar. Não é de estranhar que na sexta edição do TTransGeopark, um fim-de-semana de todo terreno turístico, nos passados dias 26 e 27 de abril, organizado pela Casa do Forno de Salvaterra do Extremo em parceria com o Geopark Naturtejo, tenham estado presentes participantes oriundos de diferentes regiões do país pela quarta vez consecutiva.

Como é salientado pela prestigiada revista da especialidade Auto-Hoje TT & Aventura, o TTransGeopark distingue-se pela sua preocupação ambiental, pela forte abordagem cultural e pela grande família que tem constituído ao longo das suas edições. Ano após ano esta revista acompanha com particular destaque a evolução deste evento, que traz sempre novos percursos pelo território classificado sob os auspícios da UNESCO e novas experiências que permitem conhecer a cultura local. João Geraldes, um dos mentores do projeto e seu principal impulsionador congrega na organização toda a família, desde seus pais afamados boleiros dos tempos da Geo-padaria Casa do Forno, irmã e cunhado na logística da organização, à sua mulher e filha de quatro anos, nos reconhecimentos das etapas. E esta organização familiar estende-se às entidades envolvidas no sucesso da organização e aos próprios participantes, que se sentem em casa. Este ano, o TTransGeopark contou com o apoio do Município e Junta de Freguesia de Penamacor, integrando a estratégia de integração deste Município nas dinâmicas e estratégias do Geopark Naturtejo. Em Penamacor, os participantes, sempre em número restrito por limitações de pegada ecológica, foram muito bem recebidos com uma visita guiada à Torre de Menagem e com um repasto matinal em que não faltaram produtos com o selo de qualidade “Terras de Lince”.

De forma inédita, e atendendo aos propósitos de educação ambiental do TTransGeopark e de valorização das paisagens e dos patrimónios, a manhã foi passada na Reserva Natural da Serra da Malcata a cargo da Dr.ª Manuela Fernandes, que introduziu a comitiva aos segredos desta Área Protegida em plena Cordilheira Central ibérica envolta no intenso nevoeiro que se fazia sentir. Rui Marcelo e Anabela, na casa de campo Moinho do Maneio, acolheram o grupo com toda a sua simpatia e produtos de excecional qualidade para um almoço na margem do Bazágueda. Daí seguiu-se uma visita ao Vieiro das Gralhas, próximo de Salvador, outro acontecimento inédito muito apreciado, pois deverá ter sido a primeira vez em mais de 100 anos que estas minas que remontam à Idade do Ferro terão sido visitadas por tão numeroso grupo de pessoas. Não menos rara e deslumbrante foi a visita ao lugar hoje desabitado de Pomar, onde foi relembrado o famoso romance “A Noite e a Madrugada”, de Fernando Namora, e as histórias aí descritas nesta povoação fossilizada no tempo. Como já é habitual, a comitiva chegou ao final da tarde, pelos caminhos tingidos de rosmaninho de Toulões, à histórica Salvaterra do Extremo, onde pernoitou. Leonor e António Geraldes e Rita Ferreira esperavam os participantes com toda a sua simpatia e engenho nas artes culinárias, sem nunca transparecer a direta que fizeram para ter tudo bem organizado.

 

Imagem do VI TTransGeopark

A manhã seguinte, primaveril, sempre acompanhada pelas explicações de Carlos Neto de Carvalho, do Geopark Naturtejo, foi passada entre o Ladoeiro e Cebolais de Cima, descendo o magnífico rio Ponsul. Nas suas margens não faltaram veados, abelharucos, cegonhas e grifos, entre vegetação luxuriante de cores, que tanto impressionaram os visitantes. A adega “Alto Tejo” fechou a etapa de domingo com uma prova dos seus vinhos de referência e já premiados, que entusiasmou os participantes na compra de numerosas garrafas. O almoço foi ali mesmo servido na vinha pela Casa do Forno, onde não poderia faltar a frescura do Rosé e do Branco do Alto Tejo.

Para reduzir a pegada ecológica dos participantes na VI edição do TTransGeopark serão plantadas espécies autóctones na área da Reserva da Malcata no período de S. Martinho e será programado pela Casa do Forno um fim-de-semana à volta da castanha, que a grande maioria dos participantes já disse não querer perder. As inscrições, como sempre por questões ambientais e afetivas, serão limitadas.

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