“O País está refém da indústria farmacêutica” afirma a deputada comunista Paula Santos

NA VISITA A CASTELO BRANCO

Mário Quintas, Paula Santos e Mónica Ramoa

A deputada do PCP, na Assembleia da República, Paula Santos, esteve de visita aos dois centros de saúde (S. Tiago e S. Miguel) e ao Hospital Amato Lusitano (HAL), em Castelo Branco, na passada semana.

No balanço com a comunicação social, a deputada comunista manifestou a preocupação do PCP com a portaria que reclassifica os hospitais, porque se insere numa lógica e estratégia de desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Comprovámos nos locais que visitámos, os impactos das políticas deste governo na saúde”, afirmou a parlamentar do PCP, para logo de seguida enunciar alguns dos problemas diagnosticados, “concentração de serviços, encerramento de serviços hospitalares, carência de profissionais de saúde, retirada de direitos aos próprios funcionários”, disse.

Estas lacunas salientadas pela deputada são, no seu entender uma grave “violação do direito à saúde, cuja universalidade está consignada na Constituição”.

Estas declarações, proferidas em conferência de imprensa, na sede do PCP, em Castelo Branco ao final no dia de visita, culminariam com a resposta, a uma pergunta do diretor – adjunto, do Jornal de Oleiros sobre acordos entre o ministério e a indústria farmacêutica à qual Paula Santos, responderia ao afirmar “esses acordos entre o governo, neste caso entre o Ministro da Saúde e a indústria farmacêutica, a verdade é que, muito pouca informação o ministro tem transmitido à Assembleia da República em relação a essa matéria, nomeadamente quanto ao cumprimento dos próprios acordos”.

O País está refém da indústria farmacêutica em relação aos medicamentos, pois a nossa investigação e falo da investigação pública. É muito incipiente. O Ministério da Saúde deve impor regras retritivas que beneficiem o S.N.S. e que não beneficie os interesses dessa indústria,” concluiu a deputada comunista.

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