Imprensa respeitável – homenagem

Também Oleiros teve um jornal antes da existência do Jornal de Oleiros.

Heraldo em 1930

Tratava-se do HERALDO que sempre merece o  nosso aplauso e regularmente exibimos.

Resistiu 3 anos…entre 1927 e 1930.

Pagou o preço da irreverencia, da independencia.

Pelo país existiram títulos notáveis, o Notícias da Amadora, o Diário de Lisboa e outros e, na região, felizmente ainda existe, vindo desse tempo o Jornal do Fundão que aqui saudamos.

Prestamos esta justa homenagem a estes e todos os que resistiram, não esquecendo O República evidentemente.

Eram jornais nobres, não se curvavam, tinham opinião. Não agrediam cobarde e vilmente outros colegas.

Ajudaram gerações, alguns ainda ajudam a construir uma ideia – especialmente, eram independentes, marcavam presença e livres permaneceram sempre.

Heraldo na Feira do Pinhal

Comércio do Funchal

 Jornal semanário, começou a editar-se em setembro de 1934, propriedade da Empresa Gráfica Comércio do Funchal e dirigido por Álvaro M. Teixeira. Em 25 de abril de 1974 tinha a redação e administração no Funchal, na rua do Carmo, n.º 23, 2.º. Era composto e impresso na Tipografia Minerva, na rua dos Netos, n.º 20. O seu diretor e proprietário era João Carlos da Veiga Pestana, que o adquirira em 1967. Jornal regional de projeção nacional, político e de esquerda, o “jornal cor-de-rosa”, como era conhecido, atravessava um “período de ouro”, conhecendo tiragens da ordem dos 14 a 15000 exemplares. Em torno de um dos seus principais dinamizadores – Vicente Jorge Silva, que viria a ser diretor interino do jornal a partir de junho de 1974 – constituiu-se um corpo de colaboradores que integrava nomes como António Mega Ferreira, Fernando Dacosta, José António Barreiros, José Manuel Barroso, Júlio Henriques, além de jovens jornalistas do arquipélago, como Luís Maria Angélica, Ricardo França Jardim ou José Maria Amador. Com um histórico consolidado de oposição ao regime, a primeira edição imediata à Revolução com circulação no Continente, em 9 de maio (a edição especial sobre o 25 de Abril, com uma tiragem de 10 mil exemplares, teve circulação exclusiva na Madeira), com a imagem da manifestação do 1.º de Maio no Funchal com honras de capa, apresenta uma continuidade com a linha editorial anterior, com as habituais matérias sociais (condições de vida e de trabalho), mas agora libertas dos condicionalismos da censura prévia, e por isso mais assertivas no ataque ao colonialismo e às estruturas do anterior regime (que adjetiva reiteradamente de “fascista”), no tratamento da questão do movimento operário ou nas interrogações sobre os futuros jogos de coligação partidários. Em editorial, o Comércio do Funchal perspetiva para si mesmo um posicionamento distinto na conjuntura que se inaugurava, menos noticioso e mais de intervenção no debate ideológico já em marcha. Só o faria até 24 de abril de 1976, data em que publicou o seu último número.

João Carlos Oliveira
Hemeroteca Municipal de Lisboa

* Com devida vénia à Visão.

 

Jornal República

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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