“É o melhor presidente de câmara que Portugal teve em 40 anos”

JOAQUIM MORÃO RECEBE MEDALHA DE OURO DA CIDADE

Luís Correia e Joaquim Morão

Jorge Coelho, ex-ministro socialista considerou, ontem, terça-feira, no Cine – Teatro Avenida, durante a homenagem ao comendador Joaquim Morão, que o ex-autarca foi “o melhor presidente de câmara que Portugal teve em 40 anos”.

Jorge Coelho

Na homenagem, promovida pela Câmara de Castelo Branco e integrada nas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, Jorge Coelho definiu o ex-presidente do município albicastrense como um “intranquilo, tranquilo”.

Para ser um realizador como Joaquim Morão é preciso ter uma enorme visão estratégica daquilo que se pretende fazer a médio e longo prazo”.

O ex-ministro lembrou ainda o grande investimento que o homenageado fez, não só durante os 16 anos que esteve à frente da Câmara de Castelo Branco, mas também o trabalho que desenvolveu no município de Idanha-a-Nova, nomeadamente em tudo o que está relacionado com a educação.

Jorge Coelho disse ainda que o comendador, para além de ser “um grande cidadão e um grande autarca, parecendo que não, é também um grande político”. Porém, o antigo ministro de António Guterres disse para a plateia que encheu o Cine – Teatro Avenida de Castelo Branco, que Joaquim Morão “não é só vosso. É uma referência nacional, no mundo autárquico e na política. No momento certo este é o homem que vai ter um papel fundamental para que este país deixe de ter um ambiente doentio”.

Jorge Coelho não acabaria a sua intervenção, sem antes elogiar o discurso do atual presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, que disse não fazer qualquer sentido não querer seguir os passos que Joaquim Morão deu. “Está (Luís Correia) à altura das circunstâncias”, terminou Jorge Coelho.

Morão “é como um bom vinho que melhora com o tempo”

Luís Correia

Luís Correia referiu que simbolicamente, “quis que fosse uma das minhas primeiras decisões enquanto presidente do município de Castelo Branco, propor a atribuição da medalha de ouro da cidade” ao comendador Joaquim Morão, não só pelo seu valor enquanto autarca, mas também enquanto homem dedicado à causa pública.

Joaquim Morão “é como um bom vinho que melhora com o tempo”, definiu Luís Correia, acrescentando ainda que é com naturalidade e justiça que a Câmara de Castelo lhe atribuiu a medalha de ouro da cidade.

O atual presidente do município albicastrense, que privou e acompanhou o homenageado ao longo de quase duas décadas, fez questão de salientar, no seu discurso, o trabalho do autarca de sucesso ligado ao poder local durante praticamente os quarenta anos que decorreram desde Abril de 1974.

Não escondo o respeito, o apreço e a amizade que tenho por Joaquim Morão. Seguir o seu exemplo é um sinal de inteligência. É um autarca ímpar e irrepetível”, disse o presidente da Câmara de Castelo Branco, terminando com “os albicastrenses não querem e não podem dispensar a sua sabedoria”.

“Estar sempre à frente”

Joaquim Morão

É um dia muito feliz para mim e para a minha família”, disse o homenageado, ao iniciar a última intervenção da cerimonia.

Uma das marcas mais importantes que teve como autarca “foi estar sempre à frente”, referiu Joaquim Morão, ao destacar a sua capacidade de visão estratégica.

Fez, depois, uma viagem às memórias do seu percurso enquanto líder autárquico que iniciou em 1982, ao ser eleito pela primeira vez como presidente, na sua terra natal, Idanha-a-Nova.

Em 82 assumi a Câmara de Idanha, o País estava sob a alçada do Fundo Monetário Internacional (FMI) e não tinha um centavo. Entre 1982 e 1985 resolvemos o problema da falta de água ao domicílio e do saneamento básico no Concelho, que era um dos maiores problemas. Foi um investimento de 600 mil contos e não havia fundos comunitários”, relembrou.

Depois de dar exemplos das obras que fez ao longo dos anos, nos dois concelhos que governou, concluiu que “tudo foi feito com muito coração e muita dor”.

Sempre tive no povo a grande força para levar por diante” os projetos.

O comendador terminou a sua intervenção dizendo que ele “é que está grato aos albicastrenses” por lhe terem permitido desenvolver durante 16 anos o seu trabalho em prol da comunidade.

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