Notoriedade do Cabrito Estonado cresce – Confraria é uma exigência

Festival Gastronómico consolida notoriedade do Cabrito Estonado

– Confraria é uma exigência –

Cabrito Estonado é Rei em Oleiros

 Mais de 150 cabritos assados em 4 dias de Festival

 

Mais de 2000 comensais em Oleiros

O VI Festival Gastronómico do Cabrito Estonado e do Maranho, nos passados dias 12, 13, 19 e 20 de abril, ficou marcado pela consolidação da notoriedade da primeira especialidade Oleirense. Ao todo, foram sete os restaurantes do concelho que aderiram a esta iniciativa e os cabritos assados nos quatro dias do Festival ultrapassaram a centena e meia, fazendo face à procura das mais de 2000 pessoas que provaram esta especialidade de Oleiros no seu concelho de origem, assim como os Maranhos do Pinhal.

O evento demonstrou uma vez mais que este é um produto genuíno e bastante apreciado, tal como os Maranhos, embora possua um elevado potencial de diferenciação e atração, o que o distingue de entre as mais variadas iguarias. Considerado por muitos como “uma coisa do outro mundo”, o Cabrito Es“tona”do tem a particularidade de ser assado com a pele (retirando-lhe apenas o que está à “tona”, ou seja, o pelo). A pele ao ser assada fica bastante estaladiça e a carne ganha em suculência e sabor.

Segundo os proprietários dos estabelecimentos participantes, o Festival atrai anualmente um elevado e crescente número de visitantes, fruto do trabalho de divulgação efetuado que envolve anualmente os mais variados órgãos de comunicação social. Segundo os profissionais, este é um esforço que tem dado frutos de uma forma sustentável, verificando-se uma procura constante ao longo de todo o ano. Quem participa reconhece que o investimento da autarquia se traduz, não só num benefício imediato, como também em frequentes e futuras mais-valias ao longo do tempo.

Vinho Callum ganha protagonismo e começa a ser entendido

Com o destaque dado este ano ao vinho Callum, a sexta edição do Festival Gastronómico do Cabrito Estonado e do Maranho ficou marcada pela promoção não de duas mas de três especialidades endógenas de Oleiros, as quais eram tradicionalmente consumidas apenas em épocas festivas como é o caso da Páscoa. Quem se deslocou atá àquele concelho nos dois últimos fins-de-semana (e foram muitos os que responderam à chamada) teve uma oportunidade de excelência para degustar in loco genuínas iguarias do território, assim como de assistir e participar em seculares tradições pascais que não deixam ninguém indiferente.

O vinho Callum começa agora a ser percebido por quem um prova como “um emocionante vinho histórico que sendo um arcaísmo vitivinícola, nos reporta a uma viagem no tempo, à época medieval, numa altura em que os vinhos, ao contrário da atualidade, não sofriam qualquer tipo de tratamento químico”. Por todos os motivos, este vinho é considerado pelos especialistas “um tesouro antropológico” que importa preservar. Assim, dado o reduzido número de produtores e a idade avançada de alguns, a autarquia está apostada em conservar esta casta e estimular o aumento do volume e da qualidade de produção deste vinho que até agora é apreciado apenas localmente e de preferência, nas típicas e ancestrais adegas em xisto existentes no território.

 

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