Eleições Europeias 2014 – MPT Partido da Terra, por António Graça

Eleições Europeias 2014

MPT Partido da terra

MPT

No âmbito do acompanhamento que o Jornal de Oleiros se propõe fazer das próximas eleições para o Parlamento Europeu, e, no sentido de prestar aos seus leitores adequada informação sobre as candidaturas concorrentes, apresentamos algumas considerações sobre o Movimento o Partido da Terra

O MPT, Partido da Terra , originalmente chamado de Movimento o Partido da Terra 3 , é um partido ambientalista e ruralista, fundado em Agosto de 1993 pelo Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.

As linhas mestras de orientação do Movimento são as seguintes:

  • Defesa da Terra e da melhor gestão dos seus recursos;
  • Promoção do bem-estar e da saúde individual e social;
  • Defesa da cultura, da Língua, da História e do desenvolvimento da educação;
  • Afirmação da Lusofonia;
  • Reforma do sistema político e aprofundamento da participação cívica.

O MPT apresenta-se a sufrágio nas próximas eleições para o Parlamento Europeu, tendo como cabeça de lista o Sr Dr António Marinho e Pinto, destacada figura pública, reconhecido pelas suas posições frontais, relativamente a alguns assuntos polémicos da vida do país.

O manifesto eleitural do Movimento, complementa, em primeiro lugar, as suas linhas de orientação, e, posteriormente , os objectivos específicos da candidatura ao próximo acto eleitoral.

Quanto às suas linhas de orientação, para além das linhas mestras que referimos anteriormente, parege-nos importante citar o seguinte:

Esta candidatura do MPT não é uma candidatura contra ninguém! Não é uma candidatura contra os partidos políticos! O MPT entende que não há democracia sem a presença de partidos políticos democráticos, mas a democracia não subsistirá se os partidos políticos mantiverem um férreo monopólio da vida política, sobretudo se não forem capazes de corrigir os seus desvios de actuação.

É pois chegada a hora dos partidos políticos portugueses corrigirem a sua postura e acertarem, de uma vez por todas, o seu rumo na corrente da democracia Portuguesa e do próprio sistema democrático.

A pura e dura lógica partidária conduziu a que os interesses do povo português tenham sido relegados pelos partidos políticos para segundo plano em detrimento das lógicas partidárias e das suas clientelas.

É obrigatório e urgente acabar a partidarização e a priorização dos interesses partidários no aparelho de Estado em detrimento dos interesses do povo português.

É imperativo e urgente aumentar o grau de participação dos cidadãos na vida política e nos processos decisórios relativos às grandes questões do estado e da sociedade portuguesa.

É necessário e urgente ampliar o âmbito e a extensão da democracia participativa, criando um novo equilíbrio entre a participação dos cidadãos e o exercício do poder pelos seus representantes.

Num verdadeiro regime democrático o poder político não governa contra a vontade do povo, submete-se aos interesses colectivos de toda a nação e respeita sempre a vontade popular.”

Quanto à sua candidatura ao Parlamento Europeu, os objectivos do Movimento são caracterizados da seguinte forma:

“O MPT acredita que a sua participação nas próximas Eleições para o Parlamento Europeu trará mais verdade e honestidade ao debate político e à classe política portuguesa.

As nossas bandeiras, o nosso ideário político, baseiam-se em 3 simples palavras: LIBERDADE, JUSTIÇA e SOLIDARIEDADE!.

No parlamento Europeu os deputados do MPT defenderão:

os princípios originários da Europa, por uma Europa dos cidadãos, por uma Europa da Liberdade, uma Europa da Paz, da Solidariedade e da Cidadania.

o turismo sustentável e o desenvolvimento harmonioso das comunidades turísticas.

o mar e a economia azul como estratégia nacional, fomentando o hipercluster do mar.

o reforço da legislação europeia no financiamento à biodiversidade e ao combate à contaminação biológica por organismos geneticamente modificados (OGM) e infestantes.

a implementação do pacote energia-clima 2020 e acompanharemos os trabalhos e a negociação do pacote energia-clima 2030.

a implementação de uma política industrial em prol do crescimento verde como forma de contribuir para a competitividade da indústria da União Europeia no mundo que emergirá da crise, com a promoção do empreendedorismo e o desenvolvimento de novas qualificações. Desta forma, acreditamos, será possível criar milhões de novos postos de trabalho.

a transição para uma economia hipocarbónica e eficiente na utilização de recursos, no que respeita a uma Europa eficiente em termos de gestão de recursos. O MPT entende que a Europa tem que se manter fiel aos objectivos que fixou para 2020 no domínio da produção, da eficiência e do consumo de energia. Acreditamos que desta forma será possível obter uma poupança de cerca de 60 mil milhões de Euros nas importações de petróleo e gás em 2020.

que a aplicação do próximo Quadro Financeiro Plurianual Europeu para 2014-2020 sirva melhor os interesses nacionais no capítulo da sustentabilidade e do uso eficiente de recursos, num quadro de inovação e promoção do emprego e da inclusão.

a implementação de uma Plataforma europeia contra a pobreza, para erradicação da pobreza, que assegure a coesão económica, social e territorial, permitindo assim que as camadas mais pobres e socialmente excluídas da população possam desempenhar um papel activo na sociedade.

o reforço da qualidade e da capacidade de atracção internacional do sistema de ensino superior europeu, no que respeita à Juventude em Movimento, promovendo a mobilidade dos estudantes e dos jovens profissionais. O MPT quer que as vagas existentes em todos os Estados-Membros sejam mais facilmente acessíveis em toda a Europa e as qualificações e experiência profissional reconhecidas de forma mais adequada.

o estrito cumprimento da proposta apresentada pela Comissão Europeia de que até ao ano transacto todos os europeus iriam ter acesso à internet de alta velocidade, no que respeita à Agenda Digital para a Europa.

a recentralização da política de investigação e desenvolvimento (I&D) e inovação nos principais desafios societais, ao mesmo tempo colmatando o desfasamento que existe entre ciência e mercado, transformando as invenções em produtos. Neste sentido, a patente comunitária poderia traduzir-se numa economia anual de cerca de 289 milhões de Euros para as empresas.

a criação de uma Agenda para novas qualificações e novos empregos, criando as condições para a modernização dos mercados de trabalho, com vista a aumentar as taxas de emprego e assegurar a sustentabilidade dos nossos modelos sociais, no momento da passagem à reforma da geração dos “baby-boomers”.

Combateremos as desigualdades de tratamento a que os diferentes povos e Estados da União são sujeitos por parte das instituições europeias, combateremos todo o tipo de iniquidades e injustiças de tratamento.      

Os deputados do Partido da Terra desejam uma União Europeia forte e coesa e exigem, por parte das instituições europeias, o respeito pela diversidade cultural dos povos europeus e pela identidade da nação portuguesa.

 * António Graça, Colunista do Jornal de Oleiros, Sub-Director do Jornal de Vila de Rei

António Graça

Nota da Direcção: No âmbito das Eleições Europeias, na distribuição de tarefas, cabe ao Engº António Graça acompanhar a Campanha do MPT. O Jornal de Oleiros, ciente das suas obrigações, designou o Director-Adjunto pra acompanhar e opinar sobre as Campanhas da Coligação PSD/CDS, do Bloco de esquerda e do Partido LIVRE. O Director do Jornal é o responsável pelas campanhas do PS e do PCP.

Os Colaboradores do Jornal de Oleiros farão o acompanhamento das referidas campanhas e opinarão sobre as mesmas com base em perguntas que farão e em materiais que as candidaturas disponibilizem, sendo certo e seguro que não se limitarão a dar à estampa o que lhes seja enviado ( e que agradecemos).

Todas as candidaturas foram informadas dos Quadros dos jornais que estão afectos às mesmas.

PF

Director-Geral de Edições

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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