Carlos Silva defende “onde houver um português, é Portugal”

II CONGRESSO UGT CASTELO BRANCO

 

Aspeto da sala

Decorreu, ontem sábado, no Hotel Rainha d. Amélia, em Castelo Branco, o II Congresso da UGT de Castelo Branco. A reunião magna dos sindicalistas afetos a esta central sindical contou na sua sessão de abertura com a presença do presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Luís Correia e do secretário-geral da UGT, Carlos Silva.

A começar usou da palavra Rogério Bentes, presidente da UGT Castelo Branco que saudou e deu as boas vindas aos convidados e congressistas, chamando a atenção para o facto de que “este II Congresso é o culminar de um trabalho preparatório de reflexão, análise e debate”.

Por sua vez o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Luís Correio fez uma intervenção virada para a importância do trabalho da UGT no sentido de garantir um clima de concertação que permita “construir uma sociedade melhor e uma economia melhor” para depois referir que a UGT, na pessoa do seu secretário-geral, sabe muito bem que “a crise não afeta Portugal inteiro da mesma forma. Afeta sobretudo regiões como o interior”.

 

Mesa do Congresso com Luís Correia, Gabriel Constantino, Carlos Silva e Rogério Bentes

Logo no início, Carlos Silva marcou a tónica da sua intervenção, “onde houver um português, é Portugal” disse, elucidando que “é uma frase bonita e integrada num texto de Vitorino Nemésio, que já morreu há muitos anos” para logo se seguida reforçar ao afirmar “a UGT não se bate só por questões sindicais, não se bate só pela questão dos direitos dos trabalhadores. Também se bate por motivos éticos e por imperativos de consciência patriótica, daquilo que é a dificuldade de viver no interior”.

No final, à margem dos trabalhos do congresso Carlos Silva foi mais longe ao chamar a atenção para o perigo de não se fazer nada que descrimine positivamente a faixa de território raiano de Bragança ao Algarve “sob pena de se ver o interior desaparecer dentro de 20 ou 30 anos”, salientou.

 

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