UGT promove igualdade de género em Castelo Branco

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Mesa da conferência

A União Geral de Trabalhadores (UGT) promoveu, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco, a 8 de março, Dia Internacional da Mulher, uma conferência onde marcaram presença Lina Lopes da Comissão de Mulheres da central sindical, Celeste Paixão, em representação do PSD, Maria José Batista das Mulheres Socialistas, para além de outras mulheres representativas do espetro da sociedade albicastrense e ainda Isabel Maria Romano da Cunha, pró-reitora da Universidade da Beira Interior.

As mulheres no século XXI, os seus problemas, as suas reivindicações e as suas lutas foram o mote para este encontro que acabou por ter tido uma fraca aderência, porventura, devido à tarde solarenga que se fez sentir na região e que convidava a um passeio ou mesmo uma paragem nas esplanadas convidativas do Centro Cívico da cidade.

As mulheres presentes, no entanto, fizeram das fraquezas, forças, e abordaram os problemas que as afligem com garra e determinação.

“A diferença entre a base salarial do homem e da mulher em Portugal subiu para os 18 por cento”, afirmou Lina Lopes, baseando-se em dados oficiais.

Lina Lopes

Este dado põe o País na lista dos membros da OCDE com maior agravamento na diferença salarial da última década. A média europeia está fixada nos 16,4%.Lina Lopes, a primeira mulher social-democrata a presidir à Comissão de Mulheres da UGT, chamou a atenção para a resolução de Conselho de Ministros nº 18/2014, publicada no Diário da República a 7 de março que considerou um instrumento precioso neste combate, já que assume que a igualdade de género é condição essencial para um crescimento sustentável e para a promoção do emprego e da solidariedade, aponta no sentido de um maior debate, nomeadamente na concertação social sobre a diferenciação salarial ao determinar que as empresas do setor empresarial do Estado promovam, de três em três anos, a elaboração de um relatório sobre as remunerações pagas a mulheres e homens para que possa haver um diagnóstico da evolução dessas remunerações e simultaneamente que, as mesmas, concebam medidas concretas para dar resposta às situações detetadas de desigualdade salarial entre mulheres e homens, para além de muitas outras no mesmo sentido e que visam igualmente as empresas do setor privado.

Mª Carmo Batista, Lina Lopes e Valéria Gonçalves

“É importante mas não chega. A luta passa também pelo trabalhar, alterando, as mentalidades”, disse Lina Lopes.

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