União de Sindicatos comemora em Castelo Branco e Covilhã

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

A União de Sindicatos de Castelo Branco (USCB/CGTP-IN) organizou diversas atividades para comemoração do Dia Internacional da Mulher, nos dias 7 e 8 de março, em Castelo Branco e Covilhã.

Momento musical

Na sexta-feira à noite decorreu no Cine -Teatro Avenida um debate subordinado ao tema Assédio Moral no local de trabalho, que contou com as presenças de Luís Garra, Coordenador da União de Sindicatos no papel de moderador e a participação de Fátima Messias, da Comissão Executiva da CGTP-IN, Catarina Sales Oliveira, professora na Universidade da Beira Interior (UBI) e Carina Menchero, psicóloga no Hospital Amato Lusitano (HAL).

Luís Garra moderou o debate

“Na realidade portuguesa mas também no nosso distrito, a mulher é a mais atingida pelos fatores do assédio moral e sexual nos locais de trabalho”, afirmou Luís Garra, justificando a realização do debate neste dia dedicado à mulher.

Já Catarina Sales Oliveira, docente na Universidade da Beira Interior (UBI) chamou a atenção para o facto de a UBI ter sido a primeira universidade portuguesa, entre as públicas e as privadas a elaborar um Plano de Igualdade de Género, iniciado em 2009 e concluído no ano passado. “O plano está em curso. Existe uma Comissão de Igualdade e Género em funcionamento que gere todas as questões relacionadas com esta temática”, disse Catarina Oliveira.

Por seu lado Carina Menchero, do HAL reconhece que aparecem vários casos, quase sempre mascarados. “A pessoa nunca diz, estou a sofrer”, disse. Há vários sinais, como depressão, mas importa reter que estas situações não acontecem só com mulheres, aparecem também alguns homens. Um dos sentimentos que se detetam frequentemente é que “as pessoas pensam que a culpa é delas”, realçou.

“Chegam mais casos aos sindicatos e às Uniões do que à Comissão Executiva, o que é natural porque são eles que estão mais próximos das pessoas”, explicou Fátima Messias da CGTP-IN. Este é um tema prioritário, para os sindicalistas, “não só por afetar muitas mulheres, mas porque afeta também homens. Há muita violência psicológica, que é crime, mas é difícil fazer a prova do assédio”, disse ainda a dirigente. É necessário um trabalho profundo e persistente para, nesta área, conseguir identificar sinais, primeiro passo para combater o problema. “Ainda estamos no princípio a nível sindical”, até porque “o desemprego ou a falta de emprego contribui para as dificuldades”, concluiu.

Um momento musical antecedeu o debate.

Hoje, as comemorações continuaram na cidade serrana da Covilhã com uma Caminhada pela Igualdade, e terminam com um jantar comemorativo do dia, em Alcaria.


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