12º Festival do Azeite e Fumeiro trouxe gastronomia e animação

PROENÇA-A-VELHA

Organizado pela Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e pela Junta de Freguesia de Proença-a-Velha, realizou-se, no fim-de-semana de 1 e 2 de março, o 12º Festival do Azeite e Fumeiro, em Proença-a-Velha, no concelho de Idanha-a-Nova, que reuniu mais de uma centena de expositores de produtos regionais e encheu de vida esta aldeia com a gastronomia beirã.

Inauguração

Milhares de pessoas aproveitaram a ocasião para provar iguarias regionais, reviver tradições e admirar o histórico complexo de lagares que acolheu o evento, no Núcleo Museológico do Azeite.

A inauguração oficial do evento coube ao presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto que, realçou que “os festivais realizados ao longo do ano são um investimento, porque geram economia e permitem promover e comercializar os produtos regionais”.

Mais do que dinamizar as atividades económicas de natureza agrícola e agroindustrial, “o objetivo é ‘vender’ o concelho de Idanha em tudo aquilo que tem de bom. Ou seja, promover também a hotelaria, restauração e ainda as indústrias criativas”, referiu Armindo Jacinto.

O autarca defendeu que o futuro do concelho passa pela aposta na qualificação da oferta de produtos e serviços.

Ainda no ato inaugural do festival, a presidente da Junta de Freguesia de Proença-a-Velha, Helena Silva, sublinhou a relevância da temática. “Quem conhece Proença-a-Velha sabe da zona de olival que temos e do excelente azeite que sai destas terras. Portanto, esta temática tem tudo a ver com Proença-a-Velha. O fumeiro também: além de existir aqui uma salsicharia de enchido tradicional, sempre foi comum – como acontece noutras terras – a matação anual do porco”, afirmou.

Armindo Jacinto e Joaquim Morão

Com efeito, o azeite e o fumeiro assumiram o papel central durante todo o evento. Exemplo disso foram as duas sessões de cozinha ao vivo dirigidas pelo chefe António Sequeira, da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, com produtos regionais “Terras de Idanha” e “Quinta à Mesa”, recomendados pelo Município de Idanha-a-Nova.

Houve ainda lugar a um workshop dedicado à identificação dos cheiros do azeite virgem, dinamizado por alunos do Instituto Politécnico de Castelo Branco, e a uma demonstração da preparação e produção de enchido tradicional.

A animação musical e cultural esteve a cargo de grupos etnográficos, de teatro de animação e de música popular, em leque de propostas que incluiu uma grande noite de fados. No interior do magnífico Lagar de Varas, escutaram-se as vozes de Teresa Tapadas, Mara Pedro, Luís Capão e Valéria Carvalho, acompanhadas na guitarra portuguesa por António Sereno, na viola clássica por João Carvalho e na viola baixo por João Torrão.

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