INQUIETUDE – Tristeza

Inquietude

Tristeza

A vida não é triste.Tem horas tristes. Romain Rolland  

A cidade de Castelo Branco anda triste. Serão os albicastrenses que andam tristonhos ou eu, porventura, que carrego em mim essa tristeza?

Não sei. O que sei é que se sente uma tristeza no ar. Este inverno chuvoso, prolongado e que se vem entranhando nas nossas almas contribuí, seguramente, para este estado de espírito que pensava eu, ser meu, mas que descobri, conversa aqui, conversa acolá que é generalizado.

No entanto, instados a fazê-lo, não consigo que os inúmeros albicastrenses com quem vou falando me transmitam porque se instalou paulatinamente tal clima emocional. A tristeza, como tantos outros sentimentos vem, não se sabe muito bem de onde. Do coração dizem uns, do cérebro dizem outros ou mesmo daquilo que se vê ou não vê, que se sente ou não sente, dizem ainda outros. Não sei. Mas isso agora não importa. O que importa é arranjar forma de deitar para trás das costas esta tristeza coletiva.

Estamos a precisar de ver alguns, radiosos, raios de sol. Sol que aquece a alma. Sol que ilumina os nossos corações. Sol que alimenta o espírito. Sol que afasta esta inóspita apatia.

Paço Episcopal

Entretanto a cidade e os albicastrenses lá vão, seguindo as suas vidas, apáticos com esta tristeza que se instalou. Tristeza que depois desta pequeníssima reflexão contínua sem se saber de onde vem.

E porque não gosto de deixar coisas inacabadas, atrevo-me a vaticinar que o que se passa é que deixei eu, e provavelmente os que me leem neste momento, de ter esperança. Esperança de um passado que não voltará mais, esperança agora roubada, esperança onde fome e miséria não cabiam, esperança agora esfomeada, esperança de um presente feliz, presente onde a felicidade está envergonhada, esperança de um futuro de paz, esperança agora atraiçoada.

Resta-nos o quê afinal?

Acabar com a fome...

Resta-nos a própria esperança. A esperança que não somos só nós que andamos tristes. A esperança que um raio de sol brilhante e quente surgirá para nos aquecer a alma, para nos alimentar o espírito e devolver a esperança e afastar a tristeza.

Porque, afinal a esperança é a última coisa a morrer!

Esperança

* José Lagiosa, Director-Adjunto, escreve a INQUIETUDE em cada 5ª feira

 

 

                                                                                         

 

 

 

Tristeza

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