Primeiro-Ministro em Castelo Branco

Pedro Passos Coelho deslocou-se, hoje a Castelo Branco para participar nas comemorações dos 500 anos da Santa Casa da Misericórdia local.

O primeiro-ministro, foi recebido por algumas dezenas de manifestantes que, entre palavras de ordem e insultos, disseram considerar a presença do governante “uma ofensa para a população”.

“Consideramos que a vinda de ministros e deste primeiro-ministro ao distrito é uma ofensa [porque] têm feito uma política que está a empobrecer os trabalhadores e a população, e que está a contribuir para a desertificação do distrito”, explicou Luís Garra, coordenador da União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB) e porta-voz dos manifestantes.

Luís Garra referiu ainda que “estas pessoas são personas non gratas’ no distrito“.

A instituição merece “todo o respeito” por parte dos manifestantes, conforme fizeram questão de sublinhar. Já, quanto ao primeiro-ministro a posição não é a mesma.

Aqui estamos para lhe dizer que a luta vai continuar até que ele se vá embora”, acrescentou Luís Garra.

Os manifestantes, que se fizeram acompanhar de carro onde iam sendo transmitidas músicas emblemáticas do 25 de Abril, foram mantidos a alguns metros de distância do local, mas, disseram, falar com o primeiro-ministro também não era o objetivo.

“É pessoa com quem não tenho prazer em falar porque acreditar que ele é sensível aos nossos argumentos é acreditar que o Diabo se pode transformar em Deus. Não é possível. Ele é um diabo e tal como Diabo que é nunca ouvirá o que as pessoas têm para lhe dizer.

Entretanto a grande novidade do dia foi, o anúncio da entrada em funcionamento, em maio, da Unidade de Cuidados Continuados, cujo edifício se encontra pronto há cerca de um ano sem que até ao dia de hoje houvesse luz verde para abrir, por falta de garantias por parte da Segurança Social para a sua sustentabilidade.

Primeiro-Ministro

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