Inquietude – Europeias

Inquietude

Europeias

No passado fim-de-semana recomeçou a trágica comédia em relação à liderança do Partido Socialista. No dia em que a sondagem do semanário Expresso aponta, em relação às intenções de voto nas eleições legislativas de 2015, para um crescimento de um por cento do PS e um decréscimo dos partidos de governo, surgem notícias que existem já movimentações no maior partido de oposição no sentido que se nas eleições europeias de maio de 2014, o resultado do PS não for suficientemente expressivo, será tempo de António Costa se posicionar para ser alternativa ao atual secretário-geral do PS.

Desenganem-se os que assim pensam.

Primeiro que tudo porque a fasquia não é nem poderia ser os resultados das Europeias de 2004, mas sim as de 2009. Em segundo lugar porque o que está em causa é vencer as eleições. Não ganhar comparativamente a eleições anteriores. Os tempos são outros e nada é comparável.

Mas o que considero mais estranho é que depois de uma vitória, porventura a mais significativa em termos autárquicos, nas eleições locais de setembro de 2013 e quando as intenções de voto, nas legislativas, apontam a cada mês que passa num crescimento no valor da vitória do PS, alguns setores do próprio partido comecem a divagar sobre uma hipotética mudança de liderança a seguir às europeias.

Das duas uma, ou esses contestatários ainda não perceberam que a legitimidade do secretário-geral do Partido Socialista, não pode ou não deve ser posta em causa fora de tempo ou vivem cegos com a ideia sebastianista do regresso de alguém que não reúne condições para o fazer. Não acredito que este tipo de comportamento tenha o beneplácito acordo de António Costa, pois tenho-o em boa conta, penso ser um dos socialistas que tem os pés bem assentes na terra, e seguramente este tipo de atitudes, estratégias ou comportamentos, seria um autêntico tiro nos pés, seja qual for o ângulo pelo qual se analise esta questão.

É tempo de dizer a estes socialistas, porventura imbuídos de um qualquer espírito, repito, sebastianista, acalmem, pensem e ajam em conformidade com os reais interesses dos portugueses mais desfavorecidos que, afinal, são aqueles que mais reticências têm em relação, ao passado recente, de uma governação socialista, que bem ou mal, é apontada como a grande causa da atual situação do país. Porque afinal são eles o elo mais fraco, das consequências de um governo minoritário, que não soube ou não quis que o PEC IV fosse aprovado, pese embora a coligação contra natura entre os partidos de direita, o PCP e o Bloco de Esquerda, que acabaram por viabilizar a queda do último governo de José Sócrates.

O PS está em condições de vencer as europeias de 2014. Assim alguns dos próprios socialistas o queiram.

M. Schultz

António José Seguro

 * José Lagiosa

A Coluna INQUIETUDE é a Página especifíca do Director-Adjunto em cada semana às 5ªas feiras

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Uma Resposta a Inquietude – Europeias

  1. Joaquim Vitorino diz:

    Há uns 6 meses escrevi que António José Seguro não chegaria a Primeiro -ministro; nada tenho contra ele, foi uma análise pessoal; quando das últimas eleições fui convidado para um almoço pela Candidatura de Lisboa do PS que teve lugar no Parque das Nações e percebi que António Costa tem um dilema; por um lado sabe que o PS com Seguro na Liderança não o leva até Belém; e se A. Costa o substitui também não chega lá. A situação é diferente do caso Sampaio, Seguro na oposição, está sem querer como é óbvio, a favorecer o governo e os partidos à esquerda. É o Portugal que temos e os partidos que merecemos.

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