Ronda pelo país: ” A origem da Vermelha “

A ORIGEM da VERMELHA

Capela

Esta bela aldeia situada num vale ladeado de colinas, é rodeada a sul pelo rio Porto que converge com outros rios que têm como destino a Lagoa de Óbidos. Conheci pela primeira vez esta localidade quando tinha 15 anos e embora tenha nascido a 12 quilómetros de distância e não obstante ter sentido uma imediata empatia por este lugar e suas gentes, estava longe de pensar que este lugar marcaria tão positivamente a minha vida e também da Vermelha, onde as minhas crónicas são divulgadas em vários países pelo Jornal de Oleiros e comunidades, Diário de Leiria e Jornal Tinta Fresca de Alcobaça de onde o meu Avô paterno era originário e pelo Semanário o Mundo Português. O nome da Vermelha é sempre referido como sendo a origem dos meus artigos; foi este local que escolhi como a minha terra de eleição.

A Vermelha é uma localidade de Fé e também de esperança; as suas duas Igrejas constituem um símbolo de devoção, e um padrão local como provam as idas anuais ao Santuário de Fátima de várias dezenas de peregrinos em manifestação de Fé pouco vulgar nos nossos dias; a Vermelha foi em tempos longínquos uma paragem quase obrigatória dos peregrinos em deslocação ao Santuário Do SENHOR JESUS do Carvalhal; era neste local que os peregrinos procuravam alimento e também se alojavam, onde a dona da estalagem era uma simpática Senhora de rosto “rosado” que gentilmente recebia todos que por aqui passavam, dando origem ao nome da VERMELHA pois era assim que a estalagem era conhecida pelo aspeto daquela Senhora, que sem saber iria dar o seu nome a esta simpática terra. Este percurso da peregrinação e a sua acolhedora estalagem, marcaram positivamente este local e terá estado na origem das duas Igrejas ali existentes, a do ESPÍRITO SANTO foi edificada há mais de 400 anos, muito anterior ao SANTUÁRIO do Carvalhal.

Cooperativa

Recentemente a Cooperativa da Vermelha que é a maior produtora de vinhos leves do país completou 50 anos de existência. Chegou em tempos a produzir mais de 30 milhões de litros de vinho. Também em tempos a produção fruteira representava das maiores quotas nacionais, em especial a pera rocha muito apreciada no mercado internacional; um só produtor chegou a ultrapassar 4 milhões de quilos de pera num ano de boa colheita. Outros setores da atividade local que em tempos marcaram a economia da Freguesia, estão a sair da crise.

É um sinal muito positivo para as gentes locais e da periferia, onde é tradicional aqui procurarem trabalho. Muito relevante, é que o setor agrícola começou a mexer; alguns terrenos que estavam de “baldio”, há alguns tempo começaram a ser trabalhados, vêm-se muitas terras recentemente aradas, e a serem preparadas para a produção; são sinais positivos que muito me apraz aqui transmitir; são indícios que embora tímidos, nos estão a anunciar que o vendaval está a passar.

* Joaquim Vitorino, Colaborador do Jornal de Oleiros, coordenador da região Oeste.

Cavaleiro da Cruz Azul

PS: Às Crianças da Vermelha e ao seu futuro; com toda a simpatia do Autor.

   

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Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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Uma Resposta a Ronda pelo país: ” A origem da Vermelha “

  1. Desejo saudar a iniciativa do Amigo Joaquim Vitorino, Director da Área de Ciência e responsável do Jornal de Oleiros na egião Oeste de Portugal. Na verdade, é estimulante mostrar que o país ainda existe e luta para dar a volta a uma crise larvar, imprópia e inibidora de boas vontades necessárias. Pessoalmente conheço a zona da Vermelha, Cadaval e arredores e, tal como o Joaquim Vitorino, acredito que existe futuro. O meu aplauso pessoal aos empresários da região que não desanimaram e o estímulo aos novos Autarcas a quem compete empolgar as populações. Um abraço para a região do Jornal de Oleiros, dizendo-vos que podem contar com o nosso apoio.

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