EDITORIAL: “Assim não vamos lá…”

Paulino B. fernandes

EDITORIAL

” Assim não vamos lá…”

É recorrente, não vamos mesmo.

As últimas semanas serviram para ouvir o Professor Adriano Moreira, o Dr. Mário Soares, o Dr. Bagão Félix,  o Dr. António Capucho, o Dr. Rui Rio, Bispos, o Papa, outros, muitos que verdadeiramente se preocupam.

O desconsolo é ouvir o Primeiro-Ministro inenarrável de um país que ainda o é, não por muito tempo, e ouvir ainda outros ministros como Paulo Portas, Nuno Crato, o pior da nossa sociedade.

Interrogamo-nos sobre como foi possível atingir este “grau zero da política“, olhar para este Parlamento constituido maioritáriamente por jovens em início de vida que deveriam estar a trabalhar e, ao invés, estão por ali…consumindo o pouco que há já para consumir.

Interrogo-me também, como é possível alguns Quadros de valia, o Ministro da Saúde por exemplo, pactuarem com o que se passa e darem cobertura a tudo isto.

Ver o que vi hoje ao longo do país com os Professores, lembra-me a “fuga de Saigão” ou a da Guiné-Bissau na morte do General Nino Vieira…lembra-me o pior, lembra-me que também pode chover como choveu em Santiago do Chile ao tempo de Salvador Allende.

Lembra-me o país que deixo aos meus filhos.

Fizémos pouco ou mesmo nada. Permitimos que o Estado seja hoje este desaire brutal sem sentido, sem segurança, sem futuro…somos responsáveis.

A República exaurida por estes “artífices da desgraça colectiva” aproxima-se do fim.

Fim inglório. Tantas esperanças foram postas no nosso futuro, nesta Europa que nos abandonou também.

Seria o momento apropriado para tranquilizar e formular votos de Bom Natal…mas, infelizmente, não creio que assim possa ser, com tanta fome, tanta gente na rua, tanto desemprego…

Mas façamos os votos. Votos de que o país acorde e desperte da letargia, já não era pouco.

Director

Cavaleiro da Cruz Azul

 

 

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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Uma Resposta a EDITORIAL: “Assim não vamos lá…”

  1. A. Graça diz:

    Caro Director.
    Este país está ameaçado pela chegada ao poder de uma geração rasca de políticos que nunca trabalharam sériamente, que tiraram pseudo cursos a martelo, muitos dos quais não passam de pobres labregos que se deslumbram com as mordomias do poder. Falam como se percebessem das matérias de que falam, cultivam a ignorância como sendo uma qualidade e, à sombra de uma pseudo legalidade, vão, também, protegidos por gente que se auto classifica de séria, cometendo o maior roubo de que os portugueses são vítimas desde tempos imemoriais. Esta gente só merece, dos portugueses, um profundo sentimento de desprezo

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