“Partido do Norte…” avança

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. Figuras fortes de vários Partidos estão no lançamento

. Paulo Morais, ex-Vereador de Rui Rio apoia a 100% a iniciativa

Ainda é um movimento, mas a ambição é chegar a partido antes do final do ano e eleger deputados nas próximas eleições. Esta manhã, o “Partido do Norte” tem o seu primeiro acto oficial, com uma reunião de núcleos, da qual sairá a Comissão Política e um manifesto.

O movimento une vários campos políticos e quer instituir-se como plataforma de defesa dos interesses do Norte, tendo a regionalização como uma das bandeiras.

Atendendo à situação do Norte, que tem regredido nos últimos dez anos, e à incapacidade dos partidos a nível distrital de estabelecer acordos, era imperioso criar uma força pragmática, sem limitações ideológicas, para a defesa dos interesses da região“, explicou ao JN Pedro Baptista, militante do PS e um dos principais mentores do projecto, a par de João Anacoreta Correia, do CDS.

Um dos grandes objectivos é a regionalização que, garante o ex-deputado socialista, será “um processo para diminuir a despesa pública do Estado”. Para já, o “Partido do Norte” quer eleger deputados e ter voz no Parlamento, mas Pedro Baptista não exclui a possibilidade de candidaturas “simbólicas” a algumas autarquias.

A Constituição não admite partidos regionais, mas o militante socialista contesta a proibição. Há-os em toda a Europa e até participam em governos.

Ao contrário de 1974/75, hoje, não há qualquer ameaça Háseparatista, pelo que se impõe ou a eliminação da restrição ou uma decisão do Tribunal Constitucional que a interprete como caduca. Até porque a limitação da liberdade de associação é inconstitucional e vai contra a Carta Fundamental dos Direitos Europeus“.

Um dos signatários do movimento é o social-democrata, e ex-vereador de Rui Rio, Paulo Morais. “Como movimento de indignação pelo excesso de centralismo, apoio-o a 100%”, disse ao JN. Até porque para o professor universitário “a grande maioria dos problemas do país resulta do centralismo vigente em que todos trabalham para alimentar uma corte macrocéfala em Lisboa”.

Paulo Morais, que também tem dúvidas quanto à legalidade da restrição constitucional, sustenta que “há uma grande vontade e entusiasmo a Norte com o movimento“, porque “é preciso refrescar a realidade política portuguesa” e são necessárias “medidas urgentes que criem alguma justiça”.

O social-democrata confirmou ao JN a presença na reunião de hoje, como apoiante, mas afastou, pelo menos nos próximos tempos, a possibilidade de vir a exercer qualquer cargo na estrutura

A Plataforma Uma Agenda para Portugal ( designação actual) tem já marcada a sua primeira conferência para a próxima terça-feira em Lisboa. Como oradores convidados vão estar Rui Rio e Pacheco Pereira, entre outros

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Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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4 Respostas a “Partido do Norte…” avança

  1. Joaquim Vitorino diz:

    Começa mal, com inclusão de “andarilhos” da política portuguesa como Pacheco Pereira e Anacoreta Correia; a exemplo o primeiro ninguém sabe o que ele é? o discurso político vai da extrema esquerda á extrema direita. Rui Rio tem que se afastar desta gente nesta fase crucial de vida ou morte de Portugal, se quer apresentar-se como uma credível alternativa. Diz-me com quem andas, e eu dir-te-ei quem és vão pensar os portugueses.

  2. A. Graça diz:

    Concordo com a opinião do Amigo vitorino e acrescentaria que a designação de Partido do Norte é infeliz e discriminatória. Portugal precisa de um partido com o cunho de Rui Rio, mas, para todo o país

  3. A. Graça diz:

    Em tempo:
    Concordo com a opinião do Amigo Vitorino e acrescentaria que, a designação de Partido do Norte é infeliz e discriminatória. Portugal precisa de um partido com o cunho de Rui Rio, mas, para todo o país e que descole claramente da actual partidarite que sufoca o país e o faz empobrecer

  4. Joaquim Vitorino diz:

    Só complementando o que pensa o meu amigo Engº António Graça, como é que alguém quer governar um país, que á partida se distancia do eleitorado do sul que estão em maioria, criando um fosso de antagonismos nesta manta de retalhos políticos, que chama Portugal. Os novos atores terão que ter um passado sem mácula, de inquestionável honestidade e capacidade profissional, provada em empresas de nome e que queiram apostar num país para todos; é o que os portugueses esperam, há mais 39 anos e meio.

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