…recuperar a independência, um desígnio e, já agora, pelo menos o feriado

…a história repete-se? Sim, esperamos.

Texto a negro, intencional.

PF

A preparação para a revolta

A ideia de recuperar a independência era cada vez mais poderosa e a ela começaram a aderir todos os grupos sociais.

Os burgueses portugueses estavam muito desiludidos e empobrecidos com os ataques ao seu território e aos navios que transportavam os produtos que vinham das várias regiões do reino de Portugal continental, insular e ino. A concorrência dos Holandeses, Ingleses e Franceses diminuía-lhes o negócio e os lucros.

Os nobres descontentes viam os seus cargos ocupados pelos Espanhóis, tinham perdido privilégios, eram obrigados a alistar-se no exército castelhano e a suportar todas as despesas.

Também eles empobreciam e era quase sempre desvalorizada a sua qualidade ou capacidade.

A corte estava em Madrid e mesmo a principal gestão da governação do reino de Portugal, que era obrigatoriamente exigida de ser realizada in loco, era entregue a nobres castelhanos e não portugueses. Estes últimos viram-se afastados da vida “palaciana” e acabaram por se retirar para a província, onde viviam nas suas casas senhoriais e solares, para poderem sobreviver com alguma dignidade imposta pela sua classe social.

Portugal, na prática, era como se fosse uma província espanhola, governada de longe.

Os que ali viviam eram obrigados a pagar impostos que ajudavam a custear as despesas do Império Espanhol que também já estava em declínio.

Foi então que um grupo de nobres – cerca de 40 conjurados– se começou a reunir, secretamente, procurando analisar a melhor forma de organizar uma revolta contra Filipe IV de Espanha (III de Portugal).

Uma revolta que pudesse ter êxito.

A revolta do 1º de Dezembro de 1640

Começava a organizar-se uma conspiração para derrubar os representantes do rei em Portugal. Acreditavam que poderiam ter o apoio do povo e também do clero.

Apenas um nobre tinha todas as condições para ser reconhecido e aceite como candidato legítimo ao trono de Portugal.

Era ele D. João, Duque de Bragança, neto de D. Catarina de Bragança, candidata ao trono, em 1580.

Em Espanha, o rei Filipe IV também enfrentava dificuldades: continuava em guerra com outros países; o descontentamento da população espanhola aumentava; rebentavam revoltas em várias regiões – a mais violenta, a revolta da Catalunha (1640), criou a oportunidade que os portugueses esperavam. O rei de Espanha, preocupado com a força desta, desviou para lá muitas das tropas.

Faltava escolher o dia certo. Aproximava-se o Natal do ano 1640 e muita gente partiu para Espanha. Em Lisboa, ficaram a Duquesa de Mântua, espanhola e Vice-rei de Portugal (desde 1634), e o português seu Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos.

Os nobres revoltosos convenceram D. João, o Duque de Bragança, que vivia no seu palácio de Vila Viçosa, a aderir à conspiração.

No dia 1 de dezembro desse ano invadiram de surpresa o Palácio Real (Paço da Ribeira), que estava no Terreiro do Paço, prenderam a Duquesa, obrigando-a a dar ordens às suas tropas para se renderem – e mataram Miguel de Vasconcelos.

Fonte: Wikipédia

Restauração

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Uma Resposta a …recuperar a independência, um desígnio e, já agora, pelo menos o feriado

  1. Armindo Augusto Ramos diz:

    Efetivamente a história repete-se.
    Em 2011 entregamos Portugal à troika e ficou a comandar a “Provincia Portuguesa” da Europa Paços Coelho (o Miguel de Vasconcelos de 1640), que nos está expoliar o bem mais sagrado que são os nossos vencimentos e pensões, para enviar aos coloniadores da Europa – troika- . Para quando seguir o exemplo dos 40 conjurados de 1640? Onde estão os militares com o espirito do 25 de Abril de 1974?
    O Povo que está a ser roubado e cada vez a ficar mais pobre havendo já situações de autentica “miséria social”provocada pela pobreza.
    Apelamos às forças não governamentais que defendam a indepência nacional e nos devolvam o feriado e o produto expoliado. Tal como no NATAL de 1640 e o 25 de Abril de 74. Dezembro à chegou !!

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