Ajude o Banco Alimentar e quem precisa, nova campanha começa amanhã

30 de Novembro e 1 de Dezembro em todo o País

Banco Alimentar realiza campanha de recolha de alimentos

Os Bancos Alimentares Contra a Fome vão realizar uma campanha de recolha de alimentos nos supermercados de todo o País no próximo fim-de-semana, 30 de Novembro e 1 de Dezembro, com a qual querem mobilizar toda a sociedade para ajudar quem mais precisa.

Será também possível contribuir até 8 de Dezembro na campanha “Ajuda Vale”, bastando pedir um vale nas caixas dos supermercados com um código de barras específico para os produtos destinados aos Bancos Alimentares.

Segundo Isabel Jonet, Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, ‘todos sabemos as circunstâncias críticas em que muitos portugueses vivem hoje no que toca a carências alimentares; mas também sabemos que é nestes momentos que a solidariedade cumpre ainda mais decisivamente o seu papel, contribuindo para ajudar as famílias com mais necessidades.’

O Banco Alimentar disponibiliza ainda uma plataforma eletrónica em www.alimentestaideia.net para doação de alimentos, sem necessidade de deslocação aos estabelecimentos comerciais, que permite a participação na campanha de pessoas que habitualmente não se deslocam ao supermercado ou que residam fora de Portugal, nomeadamente os emigrantes.

40 mil voluntários em 20 regiões do país

Presente em 20 regiões do país (Lisboa, Porto, Évora, Coimbra, Aveiro, Abrantes, Setúbal, S. Miguel, Cova da Beira, Leiria-Fátima, Oeste, Algarve, Portalegre, Braga, Santarém, Viseu, Viana do Castelo, Terceira, Beja e Madeira), a campanha conta com a colaboração de mais de 40 mil voluntários. Devidamente identificados, estarão à porta de 1.895 estabelecimentos comerciais a convidar os portugueses a associarem-se, mais uma vez, a uma causa que já conhecem, doando alimentos para quem mais precisa.

Mais solidariedade num contexto de dificuldade

Famílias, desempregados, crianças e idosos são os grupos mais afectados pela crise económica, aumentando significativamente os pedidos de apoio que chegam aos Bancos Alimentares Contra a Fome e a necessidade de alargar a sua capacidade de resposta às instituições sociais que apoiam.

A campanha realiza-se numa altura em que os Bancos Alimentares têm mais pedidos de ajuda e menos produtos para entregar. De acordo com Isabel Jonet, ‘temos um crescimento do número de pedidos directos, mas temos também um grande crescimento dos pedidos por parte das instituições, que nos pedem o reforço do cabaz mensal que lhes é entregue, porque têm mais dificuldades; por outro lado, os Bancos Alimentares tiveram menos doações da indústria agro-alimentar, que redimensionou a sua produção devido à quebra do consumo em Portugal.’

De acordo com os dados da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, em 2012 foram apoiadas 2.221 instituições de solidariedade que entregaram os produtos alimentares a mais de 389.200 pessoas, sob a forma de cabazes de alimentos ou refeições confeccionadas, num total de 28.323 toneladas de alimentos (com o valor estimado de 39.651 milhões de euros), uma média diária de 113 toneladas por dia útil.   

Na última campanha realizada, os Bancos Alimentares contra a Fome conseguiram recolher um total de 2.445 toneladas de géneros alimentares. Os géneros alimentares recolhidos foram distribuídos a 2.221 Instituições de Solidariedade Social, que os entregaram a 389.200 pessoas, sob a forma de cabazes de alimentos ou refeições confecionadas.

Recolha local para uma campanha nacional

Durante os dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro, os voluntários, devidamente identificados, convidam à participação das pessoas que vão às compras à entrada dos estabelecimentos comerciais, ajudam no transporte e na arrumação dos alimentos nos armazéns dos 20 Bancos Alimentares em actividade.

Participar na campanha é simples, bastando para isso aceitar um saco do Banco Alimentar que devolvem com bens alimentares – de preferência produtos não perecíveis (leite, conservas, azeite, açúcar, farinha, massas, etc.)

No final, o resultado é distribuído localmente – ainda com recurso ao voluntariado – a pessoas com carências alimentares, por intermédio de 2.280 instituições de Solidariedade Social, previamente seleccionadas e acompanhadas ao longo do ano. Este é um modelo de intervenção que permite uma maior proximidade entre quem dá e quem recebe e um trabalho em rede de inclusão social.

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Para mais informações sobre a campanha, contactar:

Banco Alimentar Contra a Fome: 91 900 02 63 – 21 364 96 55 – www.bancoalimentar.pt

Banco Alimentar

 

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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Uma Resposta a Ajude o Banco Alimentar e quem precisa, nova campanha começa amanhã

  1. Joaquim Vitorino diz:

    É imperativo que se ajude quem precisa; não consigo quantificar quantas vezes alertei neste Jornal para as dificuldades que as nossas crianças e idosos estão a passar neste terrível momento. Não tenham vergonha de recorrer aos bancos alimentares, eu também o faria em extremas condições que muitos estão a passar; não deixem os vossos filhos passarem fome, porque não é culpa vossa terem perdido os vossos empregos. As grandes supermercados deveriam vender os bens que são para doar sem lucros, e o estado abdicar de impostos, não o fazendo estão a penalizar os que dá e os que os recebem; enquanto que as grandes empresas do ramo alimentar,
    fazem negócio com a desgraça alheia.

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