5 manifestações convergentes hoje em Lisboa contra o OE 2014

Dia pesado em Lisboa

Manifestações convergem paa a Assembleia da República

A aprovação do Orçamento do Estado (OE) para 2014 vai ser hoje acompanhada por protestos junto à Assembleia da República, que vão juntar trabalhadores, pensionistas e pequenos empresários que pretendem contestar o agravamento da austeridade. O Parlamento aprova hoje, em votação final global, a proposta do Governo para o Orçamento do Estado de 2014, que inclui cortes entre 2,5% a 12% nos salários mensais dos funcionários públicos superiores a 675 euros.

Ao fim de três dias de discussão e votação na especialidade do Orçamento  do Estado para 2014 (OE2014), artigo a artigo, a maioria parlamentar PSD/CDS-PP  aprova hoje o diploma proposto pelo Governo, que seguirá depois para a Presidência  da República. 

Na proposta do OE2014, o Governo definia um corte progressivo dos salários  mensais dos funcionários públicos entre os 2,5% e os 12% para as remunerações  superiores a 600 euros, limite mínimo que a maioria parlamentar subiu para  os 675 euros no debate na especialidade. 

Este Orçamento contém cortes de 3,9 mil milhões de euros, o equivalente  a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que cerca de 80% do ajustamento  será feito do lado da despesa.

 “Dia Nacional de Indignação, Protesto e Luta”

A CGTP convocou um “Dia Nacional de Indignação, Protesto e Luta” cujo  ponto alto será a manifestação junto ao Parlamento.

A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (PPME)  também convocou os seus associados para o mesmo local para protestar contra  o orçamento. 

Também os taxistas vão manifestar-se contra o OE 2014, desfilando entre  o Campo das Cebolas e a Assembleia da República, onde permanecerão até ao  final da votação. 

A UGT vai ter uma delegação, liderada pelo secretário-geral, Carlos  Silva, nas galerias da Assembleia da República durante a votação final global  em plenário da Proposta de Lei que aprova o Orçamento do Estado para 2014.

O Dia de luta da CGTP-IN vai ter expressão nos locais de trabalho, com  a realização de greves e plenários, e em ações de rua em quase todos os  distritos e regiões do continente e nas regiões autónomas. 

Para Lisboa estão marcadas cinco concentrações que vão convergir para  a Assembleia da República, onde o secretário-geral da Intersindical, Arménio  Carlos, fará uma intervenção politico-sindical ao final da manhã. 

No Largo da Estrela concentram-se os trabalhadores dos distritos de  Leiria, Santarém e do Alentejo, no Largo do Rato concentram-se os reformados  e pensionistas, no Largo de Santos os trabalhadores do Distrito de Setúbal,  no Largo do Camões os do distrito de Lisboa e no Largo Trindade Coelho encontram-se  os jovens. 

Para a tarde está foi marcada outra manifestação para S. Bento, divulgada  através das redes sociais, para pedir a demissão imediata do Governo.

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