Portugal em situação de calamidade social

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O frio acentuado que se aguarda nos próximos dias está a obrigar as ONG e Instituições como a Câmara de Lisboa e Igreja, a preparam mais refeições quentes e roupa adequada. A situação social é chocante e impressiona muito quem nos visita.

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A distribuição de comida aos sem-abrigo da capital vai deixar de ser feita apenas na rua.

Na segunda-feira, foi inaugurado o primeiro Núcleo de Apoio Local (NAL).

O projecto, coordenado pelo centro social da paróquia de Arroios, vai permitir que recebam comida e ajuda de forma mais acolhedora e digna.
As pessoas em situação de sem-abrigo, em vez de comerem na rua, passam a comer num espaço fechado, devidamente organizado, o que proporciona, também, que os técnicos tenham uma maior relação de forma a melhorar as condições de vida das pessoas”, sublinha o director do Centro Social da Paróquia de S. Jorge de Arroios, Pedro Raul Cardoso.

 

Para já, esta ideia abre portas no Largo de Santa Bárbara, mas pretende-se que seja alargada em breve aos outros pontos da cidade, onde já há distribuição de comida.

“Começa agora, aqui, em Arroios, mas no Cais do Sodré também está prestes a abrir e na Expo também creio que vai abrir”, diz o responsável, que acredita que o projecto “tem todos os ingredientes para ter sucesso”.
Com o agravar da crise, já não são só os que vivem na rua a pedir comida, mas no novo espaço serão atendidos apenas os sem-abrigo. Outras pessoas serão encaminhadas para outros serviços. Em média, “à frente da igreja de Arroios, assistimos, todos os dias, entre 120 a 130 pessoas. Destas, vinte já estão identificadas para cantina social e para encaminhamento para outras freguesias. Este NAL vai dar resposta a 50 pessoas em situação de sem-abrigo“. 

 

Temos uma cantina social a funcionar aqui, com 100 refeições diárias. Aquilo que pedimos à segurança social é o reforço de mais 50 refeições para estas pessoas que não estão em situação de sem-abrigo e que podem vir buscar aqui, e não às carrinhas, à noite”, explica.
No novo espaço, cedido pela Câmara Municipal de Lisboa, as primeiras refeições  começaram a ser distribuídas dia 23. Para já só jantares, mas espera-se que em breve também possam ser dados pequenos-almoços e almoços.

 

O projecto é coordenado pelo centro social e paroquial de S. Jorge de Arroios, mas envolve outras instituições que fazem a distribuição de rua, como o “Casa – Centro de Apoio aos Sem Abrigo“, o Exército de Salvação e os Médicos do Mundo.

Sem abrigo

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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Uma Resposta a Portugal em situação de calamidade social

  1. Armindo Augusto Ramos diz:

    Vivemos numa sociedade hipócrita.
    Empobrece-se os mais desprotegidos para depois se lhe dar as migalhas da caridade, estabelecendo as desigualdades entre os que podem e os que não têm meios de subsistência. Neste palco de “miséria social” surgem então as Instituições de “Salvação Nacional”, que ganham protagonismo à custa desta desigualdade social, quando o problema dos sem abrigo na sua grande maioria estão relacionados com patologias do foro da Saúde Mental. Reclamam mais apoios em pretexto do assistencialismo, quando na sua génese são problemas de saúde. Em resumo empobrece-se os mais frágeis para depois se dar como esmola.

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