Livro de José Sócrates apresentado no Museu da Electricidade

APRESENTAÇÃO DO LIVRO A CONFIANÇA NO MUNDO

José Sócrates

A Tortura vista à lupa por José Sócrates

 

O Jornal de Oleiros esteve ontem presente no Museu da Eletricidade, em Lisboa, para assistir à apresentação pública do primeiro livro de José Sócrates. A cerimónia contou com algumas centenas de pessoas, com destaque para as presenças de pesos pesados do Partido Socialista, Manuel Alegre, Ferro Rodrigues, Santos Silva Pereira, António Costa, Carlos César, António Vitorino, Almeida Santos e Jaime Gama entre outros. Presentes ainda, o antigo procurador-geral da República Pinto Monteiro, o ex-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, para além de Henrique Granadeiro e Proença de Carvalho.

Sócrates, Lula e Mário Soares

Na mesa estiveram, para além do editor responsável da Babel, Mário Soares, nitidamente fragilizado fisicamente, o ex-presidente brasileiro Lula da Silva e o autor da obra.

A primeira intervenção, aliás de grande qualidade política e ideológica, pertenceu a Lula da Silva que de entre muitas afirmações e certezas salienta-se “Tem muito democrata que não gosta de povo na rua” ou “No fundo, no fundo, o que [a direita] propõe é tirar do povo trabalhador” ou ainda “Não vejo ninguém dizer: vamos diminuir a margem de lucro dos banqueiros”. Terminou com dois apelos: um a Mário Soares “Por favor, não descanse”, outro a José Sócrates “Tem de voltar a politicar”.

Por sua vez Mário Soares, pouco falou, resumindo as suas palavras a um rasgado elogio ao livro lançado: “Excecional”.

Chegada que foi, a vez, de Sócrates usar da palavra fê-lo como se de um comício de filosofia política se tratasse. José Sócrates falou longamente do tema do livro que lançou, a tortura em democracia. Mas aproveitou também para repetir os ataques que insistentemente tem feito na RTP às políticas que defendem a redução do papel do Estado: “Foi o Estado social que libertou o indivíduo e os trabalhadores”.

Afirmando-se, insistentemente aliás, como “um homem de ação”, Sócrates reviu-se na máxima do radical socialista Mendés France: “Nenhuma ação sem pensamento, nenhum pensamento sem ação”.

Livro de Sócrates

No final terminaria referindo, tudo “amigos”, porque, segundo afirmou, “só a amizade” explicou tamanha afluência “e não um súbito interesse por filosofia política”, rematando: “Quem conta convosco sempre encontra mais do que a conta”.

Duas ausências foram notadas ao longo da sessão, a de Teixeira dos Santos, seu antigo ministro das Finanças, com quem se zangou na fase final do seu último governo e António José Seguro, alegadamente convidado, segundo fontes próximas de José Sócrates, mas que como o Jornal de Oleiros apurou, não foi formalmente endereçado ao secretário-geral do Partido Socialista.

* José Lagiosa, Correspondente em Castelo Branco

 

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Uma Resposta a Livro de José Sócrates apresentado no Museu da Electricidade

  1. Joaquim Vitorino diz:

    José Sócrates aproveitou o lançamento do seu livro para reentrar em força na política ; simultaneamente demarca-se do caos a que o país chegou, apresentando-se como um mal menor, e também se afasta da atual liderança do PS que não tem tirado benefício, da dramática situação em que o PSD e CDS colocou o país; Seguro tem os dias contados na liderança do partido; as últimas eleições colocaram na dúvida a sua continuidade. José Sócrates terá oportunidade de conseguir uma maioria absoluta, para isso terá que limpar o partido; alguns já se estão a colar a ele, como se viu na apresentação do livro. Os históricos estavam todos presentes para marcar a influência no Partido, que só Sócrates conseguirá anular; só assim terá maioria absoluta nas próximas eleições.

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