Dito na cara, por Joaquim Vitorino

Dito na Cara

A impressionante frieza com que o Presidente de Angola disse que a parceria estratégica entre os dois países tinha chegado ao fim, deixou-me surpreendido apenas por um motivo; a falta de respeito e sensibilidade pelo país que tem acolhido vários investimentos de Angola em Portugal, nomeadamente de familiares do Presidente angolano, e também pelo investimento de Portugal em diversas atividades da economia de Angola. Esta posição de Angola não atinge a amizade entre os dois povos que deverá  ser salvaguardada; esta atitude do Presidente angolano não representa o sentimento do povo daquele país, e terá a ver com alguma gaffe de um ministro português; ou por alguma notícia inconveniente na imprensa portuguesa que em Portugal felizmente ao contrário de Angola ainda é livre. Esta posição deveria ter sido comunicada ao Vice-Primeiro ministro que se deslocou recentemente aquele país; não é assim que se regem as relações entre os Estados. É este o respeito que uma Nação que deu origem a outra neste momento merece? Isto é o mínimo do que vem a seguir, a pobreza em que Portugal foi mergulhado por um grupo de principiantes e adolescentes, ( palavras ditas por Marques Mendes ) colocaram a credibilidade de Portugal nesta situação, em que a falta de respeito é mais que evidente; o momento que os portugueses estão a passar, não reserva o direito ao Presidente Angolano de proceder desta forma; pois representa uma ofensa a Portugal, e não tem razão que lhe assista para o fazer; pois apesar de tudo o nosso país é uma referência a nível do respeito dos direitos humanos; a que Angola nem sequer se aproxima. As nossas relações com Angola há muito que se encontram numa corda bamba, e recentemente um ministro atirou com um bidon de gasolina para a fogueira. Este governo não se assume como o principal culpado do descalabro a que chegamos, continuando a manter nas suas “fileiras” membros que mantiveram por conveniência, ligações perigosas com empresas que ajudaram à ruína do país. Esta posição de Angola vai ficar marcada como a maior bofetada recebida de uma ex-colónia. Este País que muitos apelidam de irmão, acaba de dar um golpe vexatório à Nação portuguesa, cujas elações e consequências vão ter um saldo negativo num futuro próximo, para todos os portugueses e empresas em atividade neste momento em Angola. Portugal está a ser visto de fora como um “ cão raivoso” de que ninguém se quer aproximar, todos lhe atiram uma pedra. A Nação portuguesa tem que ser imediatamente recuperada ou vamos perde-la para sempre. Está na hora da partida de Passos e Portas, não pelos erros cometidos que todos os cometem, mas pelo não reconhecimento dos mesmos; insistindo com arrogância e prepotência, manter ao serviço dos portugueses, pessoas que pelo passado recente não lhes merece confiança. O Presidente da República, por quem não nego termos consideração e estima mútua, terá que resolver com a brevidade possível esta situação, porque quanto mais tarde tanto pior.

Joaquim Vitorino

Colaborador do Jornal de Oleiros.

 

Cavaleiro da Cruz Azul

 

 

Joaquim Vitorino

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Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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