A Partícula Divina, por Joaquim Vitorino

A Partícula Divina

Bóson

No final da conferência de imprensa convocada pelo CERN em 4 de Julho de 2012, em que foi apresentada à comunidade científica Mundial, o resultado de anos de investigação sobre a famosa partícula de Higgs, que também é conhecida como a partícula de Deus.

Confesso ter ficado dececionado com os resultados que ficaram muito além das minhas espectativas; imediatamente logo a seguir publiquei em vários Jornais e redes Sociais, as minhas dúvidas sobre o anunciado sucesso da “importante” descoberta.

A publicação ainda se encontra disponível em memória web portuguesa, sendo este artigo uma sequência do primeiro “O Bosão de Higgs e os Mágicos do Cosmos” ( pesquisar no Google ).

O resultado da investigação que teve início em 1964 por alguns cientistas que entretanto foram abandonando o projeto, encontrou a persistência do Dr. Peter Higgs a quem o CERN colocou ao seu dispor todos os meios técnicos e humanos que outros investigadores não tiveram; para além desses meios científicos como o acelerador de partículas, uma casta de cientistas que representam a fina flor no campo da física teórica e das partículas, foi colocada ao dispor dos investigadores.

Os resultados são animadores, mas foram inconclusivos; existe muito trabalho pela frente para a confirmação final, o que foi admitido na conferência de imprensa de Julho de2012.

Logo a seguir comentei com um familiar licenciado em física teórica, também como eu Astrónomo amador, os resultados da pesquisa nesta área que sempre acompanhamos com entusiasmo; mas ao contrário do que se pensa, ainda está longe de ser uma grande descoberta.

Os ingleses com uma grande influência no CERN, estavam a forçar os resultados antes do seu tempo porque queriam que o Dr. Higgs fosse contemplado ainda em vida, com o prémio Nobel da física o que veio a acontecer. Note-se; que não estou a retirar ao Dr. Peter Higgs, e ao Dr. François Englent o mérito, pelo papel preponderante que tiveram na investigação; mas esta não foi um trabalho isolado a dois, envolveu milhares de cientistas que vão desde a construção do acelerador de partículas, às centenas de elementos de topo neste campo de investigação; pelos custos pagos pelos contribuintes europeus, e por todos os meios envolventes o Prémio Nobel da Física 2013, deveria ser atribuído ao CERN; com uma referência especial a Peter Higgs e a François Englent.

Estes dois investigadores representam duas famosas Universidades; Edimburgo na Escócia o Dr. Peter Higgs e a UBL de Bruxelas o Dr. François Englent que ficam com dois Prémios Nobel no seu Historial, um valor acrescido no futuro daqueles estabelecimentos de ensino. Este prémio foi atribuído prematuramente porque a investigação em causa está longe de estar concluída e a questão é esta; é que não haverá um outro prémio Nobel pela descoberta da mesma partícula estando este já assegurado, e na posse de um investigador inglês.

Se for provado ter sido esta a partícula que esteve na origem  da formação do Universo e que deu origem ao Homem, então os Ingleses acabaram de lançar para a posteridade o nome de Peter Higgs; que não só será uma referência para gerações futuras, mas provavelmente também para outras civilizações. Ele será o “Charles Darwin da Física”.

Quanto ao Dr. François Englent, o seu nome irá dissipar-se no tempo. Vou deixar em aberto uma questão pertinente, e que muitos dos nossos leitores já se questionaram também; saberão os cientistas mais do que dizem? E tentam esconder algo para não provocar um choque civilizacional? Não é esta a leitura pessoal que faço; na minha opinião, eles não sabem mais; apenas quiseram justificar os milhares de milhões gastos aos contribuintes europeus, em busca da polémica partícula, que de Divina nada tem.

* J. Vitorino, Colunista do Jornal de Oleiros  

Astrónomo Amador   –  Vermelha

 

 

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