A fábrica da pobreza, por Joaquim Vitorino

A Fábrica da Pobreza

Joaquim Vitorino

Portugal está a ser transformado numa “Enorme fábrica de Pobreza”; temos que reconhecer a este Governo esta tremenda habilidade e a linha de produção não vai parar, só falta saber para onde vamos exportar todo este produto; é que alguns países Europeus como a França por exemplo, já começou a expulsar os nossos concorrentes romenos e búlgaros, que se encontram naquele país em campos de mobilidade restrita há pelo menos dois anos.

Esta fábrica é a “obra-prima” deste governo, em que um dos partidos que o compõem, a única coisa que ultimamente tem feito é dar vazão ao seu contentamento, pela “estrondosa” vitória nas eleições autárquicas à custa do voto de alguns ignorantes, a quem de seguida vão cortar as já miseráveis reformas quando o afirmaram em campanha que não o fariam.

Isto é uma absurda falta de sensibilidade e uma enganosa prática política para além da linha de ética permissível já há muito ultrapassada onde os portugueses mais vulneráveis são tratados como atrasados mentais, com todo o respeito e solidariedade que estes me merecem.

A pobreza é a maior “instituição democrática” de Portugal.

Muitos dos nossos pobres estão a sobreviver recorrendo à generosidade e partilha dos que ainda têm menos que eles; e a pobreza infantil é a mais grave de toda a Europa, o que não deve ser um grande orgulho para todos os portugueses que ainda sentem, algum sentimento patriótico.

Os dados oficiais da pobreza não correspondem à verdade porque muitos dos afetados não recorrem às instituições; ou por vergonha, ou porque não têm expediente para o fazer sofrendo nas suas quatro paredes, a tragédia que lhes foi imposta por aqueles a quem confiaram o voto.

Só com o contato com as populações do interior, é que pode ser vista a dimensão deste drama, que quando atinge a classe média toma proporções verdadeiramente preocupantes; pois só este grupo terá possibilidades de conseguir fazer o país sair do abismo; (já lhe podemos chamar assim).

Sendo fantasioso o otimismo que nos querem transmitir, porque Portugal com esta dívida e sobrecarga de juros, já entrou no corredor da morte.

O futuro de mais de metade da população portuguesa está à vista; e nos próximos dez anos outros 40% vão seguir-lhe o caminho; restam 10% das elites políticas que Governaram o país nas últimas décadas e todos os seus protegidos.

Quanto à dívida que continua a aumentar não é para combater a “crise” porque esta combate-se com investimento; nem a vender património ao desbarato para suportar pensões milionárias e subvenções, a quem pouco ou nada fez por este país; muitos deles ajudaram a atirar Portugal para este beco sem saída. Um caso único europeu, é que ninguém foi ainda responsabilizado pelos danos causados ao povo português.

Estes são os grandes pecados da República.

* J. Vitorino, Colunista do Jornal de Oleiros

Lisboa

PS: Às nossas crianças; as vítimas inocentes das práticas políticas e governativas, que nos últimos anos tem devastado o país.

 
 
 

Cavaleiro da Cruz Azul

 

 

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009.
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2 Respostas a A fábrica da pobreza, por Joaquim Vitorino

  1. Carissimo Cavaleiro da Cruz Azul
    Joaquim Vitorino
    li o Seu artigo e Voce tem razao!
    “A Fábrica da Pobreza” e a vergonha
    deste governo! Verdadeiramente!
    Portugal está a ser transformado numa
    “Enorme fábrica de Pobreza”; temos que
    reconhecer a este Governo esta tremenda
    habilidade..! Bravissimo! Verdadeira verdade
    e verdadeira vergonha!
    Cumprimentos cordiais ao nosso Cavaleiro
    da Cruz Azul Joaquim Vitorino, Colunista do
    Jornal de Oleiros.

  2. Joaquim Vitorino diz:

    Os meus sinceros agradecimentos a S. A. R Dom Rosário, pela gentileza com que se refere ao meu artigo Fábrica da Pobreza; certamente que seria melhor eu não ter que o escrever; mas sinto o dever de utilizar a única arma de que disponho, que é a Arquitetura da minha palavra, para tentar inverter este drama que está a atingir a Nobre Nação Portuguesa. Conto com apoio do Ilustre Diretor deste Jornal, para tudo fazermos ao nosso dispor, para que Portugal seja urgentemente devolvido aos Portugueses. Bem Haja Dom Rosário.

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