Berço de palha, o selo do infortúnio, por Joaquim Vitorino

Marginalizados pela sociedade logo à nascença e vistos como futuros criminosos, eles são todos aqueles que tiveram a infelicidade de terem nascido em berços de “palha” ,

Berço de palha...

e a quem todos os bafejados pela sorte irão chamar de marginais.

As assimetrias entre ricos e pobres que também se fazem sentir entre as Nações atingiram um nível preocupante.

Para dar enfase a esta desigualdade foram rotulados de Norte e Sul, sendo os primeiros os novos “globalizantes” do dinheiro, enquanto no passado os segundos a exemplo de Portugal e Espanha, espalharam cultura e conhecimento pelos cinco continentes; nunca é demais lembrar que Espanha e Portugal dominaram os mares dezenas de anos antes de outras Nações lhes seguirem a peugada.

Vamos até à parte oriental do Continente europeu e encontramos a Grécia o berço da Civilização moderna, que também é rotulada pelos do Norte como um país do sul, fazendo parte do grupo onde se juntam a Itália e a frança, todos considerados uma espinha na garganta dos povos “agora ricos” do Norte da Europa. Os países do Sul em consequência de políticas de integração europeia mal avaliadas transformaram-se em poucos anos numa “monstruosa fábrica de pobreza” sem fim à vista; arrastando dezenas de milhões para a miséria e a marginalidade que vai dar lugar ao crime e degradação social; nas grandes Cidades os efeitos serão devastadores, onde crianças e idosos abandonados à sua sorte vão ser às centenas de milhares; tudo em nome da austeridade imposta por quem tem o estomago cheio, esquecendo que num passado recente foi a generosidade dos países do Sul, que os ajudou na recuperação económica e também na sua independência.

Num discurso arrogante de vitória nas recentes eleições da Alemanha, a Chanceler Merkel afirmou que a austeridade nos países do sul será para continuar; sentindo-se apoiada pelos alemães e sem medir as consequências que mais austeridade pode trazer aos países do Sul, não teve uma palavra ou um gesto de solidariedade para com os países que estão sujeitos a programas de assistência económica e financeira; o tratamento que está a ser dado aos povos do Sul da Europa não é o normal entre Nações Soberanas, que não devem aceitar serem tratadas como lixo.

A entrada precipitada de Portugal na União Europeia, foi um vendaval que varreu a Nação portuguesa por várias gerações, comprometeu a nossa independência e arrastou para a pobreza mais de 8 milhões que estavam a sair dela; muitos dos portugueses eram pessoas decentes que agora foram compelidos para o crime e a delinquência; muitos dos seus filhos ao contrário dos pais, vão nascer em “berços de palha” já marcados com o selo do infortúnio.

O país tem que começar a contabilizar os custos da nossa passagem pela união e do euro e apurar quem tirou os verdadeiros dividendos; não restam dúvidas que muitos dos responsáveis sabiam que Portugal não estava preparado para entrar no club dos ricos. Quando da nossa adesão os portugueses eram o povo menos letrado de toda a europa o que diz tudo. Todavia o pior que pode acontecer a um país não é só a pobreza é a ignorância; a primeira pode ser recuperada numa década, a segunda precisa de duas gerações; e Portugal sofre de ambas.

Cruz Azul

A Nação portuguesa tem que ser repensada e refeita dos abusos e falhanços das sucessivas Repúblicas, é tempo de pensar seriamente se em Monarquia não seriamos bem diferentes.

* Joaquim Vitorino, Colunista do Jornal de Oleiros, Representante no Cadaval

Vermelha – Cadaval  PS: Aos Grandes Portugueses que no passado, se demarcaram da Europa e do Mundo; cujo “Legado Histórico” foi perdido, nas últimas duas gerações.

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